O custo operacional elevado no transporte de produtos agropecuários pressionou os preços de frete nas principais rotas brasileiras. De acordo com o Boletim Logístico divulgado nesta sexta-feira (29) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o óleo diesel e os insumos logísticos impediram quedas significativas nos valores das cargas.
O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, explicou que a comparação anual mostra cotações mais altas em 2026. Segundo o economista, o combustível continua como o principal fator de sustentação. Ele ponderou que as isenções de impostos federais sobre o diesel ajudaram a amenizar os impactos da alta internacional do petróleo.
Em Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, o mercado de fretes rodoviários operou próximo da estabilidade. O forte volume da colheita de soja e os embarques contínuos para o exterior mantiveram a demanda aquecida nessas regiões.
Já em Goiás, o cenário mensal apontou redução nos preços, embora o combustível continue 15% mais caro que em abril de 2025. No Distrito Federal e no Paraná, a instabilidade global e o fim da colheita mantiveram a pressão sobre os custos de transporte.
Na Bahia, o fluxo variou conforme o calendário de cultivo de primavera/verão e outono/inverno. No Maranhão, a Conab registrou queda de preços na maioria das rotas entre março e abril, auxiliada pelo alívio tributário federal nas alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel.
O Piauí registrou estabilidade nas cotações médias devido à compensação entre o aumento das exportações e a queda local no preço do combustível. Em São Paulo, o mercado apresentou leve recuo nos fretes em abril, reflexo direto das políticas de subvenção e isenção fiscal ao diesel promovidas pelo Governo Federal.
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Fonte: News Rondônia