Os preços internacionais do petróleo registraram uma forte alta na manhã desta quinta-feira, 2 de abril, impulsionados pelo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após o discurso realizado na noite anterior, os contratos do petróleo tipo Brent saltaram para cerca de US$ 108 o barril, enquanto o WTI (referência nos EUA) atingiu US$ 111, marcando a maior valorização absoluta desde 2020. A instabilidade ocorre em meio a promessas de ampliação da ofensiva militar no Oriente Médio.
Em sua fala, Trump exaltou supostas vitórias no campo de batalha e prometeu ataques com “extrema força” nas próximas semanas, afirmando que pretende levar o país persa “de volta à idade da pedra”. Sem apresentar evidências claras, o presidente americano declarou ter destruído as forças navais e aéreas iranianas. A retórica agressiva seguiu a linha adotada por ele em redes sociais, onde afirma que o Irã está praticamente derrotado, apesar de o conflito em solo continuar sem sinais de encerramento.
A guerra no Irã completou 34 dias nesta quinta-feira, tendo sido desencadeada em 28 de fevereiro por ataques coordenados de Estados Unidos e Israel. O conflito ocorre em uma região vital para o fornecimento global de energia, próxima ao Estreito de Ormuz, por onde circula aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo. A insegurança nas rotas marítimas e a ameaça à infraestrutura de produção têm gerado graves distorções na cadeia de suprimentos e uma escalada contínua de preços.
Antes do início das hostilidades, o barril de petróleo era cotado próximo a US$ 70. Com o prolongamento dos combates, o valor já acumula uma alta significativa, impactando diretamente a economia global e os preços dos combustíveis. Especialistas alertam que, enquanto as negociações diplomáticas não avançarem e a retórica de guerra persistir, o mercado de commodities permanecerá sob pressão, com riscos reais de novas disparadas caso o fluxo pelo Estreito de Ormuz seja interrompido.
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Fonte: News Rondônia