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Pré-moldados ganham espaço em grandes obras e mudam forma de construir em Rondônia

ConcreAço da Amazônia confirma avanço em setores como agronegócio, indústria, logística e infraestrutura, com industrialização da construção

Cada vez mais, o avanço dos sistemas pré-moldados de concreto passaram a ocupar espaço relevante na construção civil em Rondônia. Ao assegurar maior velocidade de execução,minimizar desperdícios, oferecer controle sobre a produção e também mais previsibilidade no cronograma de obras, a construção em pré-moldado oferece uma combinação que se torna extremamente relevante, principalmente para empresas e também produtores rurais.
Construir grandes estruturas em Rondônia já não significa necessariamente passar meses com equipes concentradas no canteiro de obras, executando cada etapa diretamente no local. Em projetos industriais, comerciais, agropecuários e de infraestrutura, uma parte cada vez maior desse processo acontece antes mesmo da estrutura chegar ao terreno.
A mudança acompanha o crescimento de atividades como o agronegócio, a indústria e a logística, que demandam galpões, centros de armazenagem, unidades industriais e outras estruturas capazes de acompanhar a expansão dos negócios.
A trajetória da ConcreAço da Amazônia ajuda a dimensionar essa transformação. Desde o início dos anos 2000, a empresa participou da execução de estruturas para empreendimentos de diferentes segmentos em Rondônia, incluindo unidades da Votorantim, em Porto Velho, da Pemaza, em Alta Floresta do Oeste, do Sicoob, em Buritis, e da JBS, além de projetos ligados ao setor agroindustrial.
Segundo o Setor de Engenharia da empresa,  a mudança não ocorreu apenas na tecnologia utilizada, mas também naquilo que os clientes passaram a exigir. “Hoje o cliente busca soluções completas, com projetos mais precisos, cronogramas definidos e menor interferência no canteiro de obras. Os pré-moldados passaram a atender exatamente essa necessidade, oferecendo rapidez de montagem, controle de qualidade e maior previsibilidade durante toda a execução”.
Na prática, o sistema permite que determinados componentes sejam produzidos pela ConcreAço da Amazônia em ambiente industrial e posteriormente transportados para o local da obra, onde são montados. Isso reduz a quantidade de etapas executadas diretamente no canteiro e pode acelerar a implantação de estruturas de grande porte.

Grandes vãos e estruturas mais adaptadas ao setor produtivo
A evolução dos pré-moldados também alterou o desenho de muitos empreendimentos. Estruturas mistas, que combinam pilares de concreto e cobertura metálica, tornaram-se comuns em galpões industriais e centros logísticos.
Uma das vantagens desse modelo é a possibilidade de criar grandes vãos livres, reduzindo obstáculos internos e facilitando a circulação de máquinas, veículos e equipamentos Uma característica especialmente importante para operações industriais e agropecuárias. No campo, a tecnologia e o sistema pré-moldado já não são mais uma novidade, tornando-se cada vez mais comuns.
A mudança no comportamento dos clientes é percebida pelas empresas do setor. Se anteriormente era necessário explicar as possibilidades dos sistemas pré-moldados, hoje a ConcreAço da Amazônia já recebe seus clientes com projetos e necessidades bastante específicas, como barracões para máquinas, estruturas para manejo animal e galpões de armazenamento.
Pré-moldados também estão na infraestrutura

A presença desse tipo de estrutura, entretanto, vai muito além de galpões. Um exemplo está na infraestrutura de distribuição de energia elétrica. Postes e cruzetas de concreto, componentes fundamentais das redes elétricas, também são produzidos industrialmente e fornecidos em larga escala para obras de infraestrutura.
Somente em projetos relacionados à Energisa, a ConcreAço já forneceu mais de 32 mil postes e 25 mil cruzetas em Rondônia, além de aproximadamente 5 mil postes destinados ao Acre.
Os números mostram como a industrialização pode alcançar obras que, muitas vezes, passam despercebidas pela população, mas fazem parte da infraestrutura necessária para o funcionamento e a expansão das cidades e das atividades econômicas.
Tecnologia chega a prédios, hospitais e estádios
A evolução do setor também ampliou o uso dos pré-moldados para construções mais complexas. Elementos industrializados passaram a integrar projetos de múltiplos pavimentos, unidades de saúde e centros esportivos.
Entre as estruturas executadas pela ConcreAço, por exemplo, estão o edifício comercial Herbert de Azevedo, em Porto Velho, a Clínica Jardins, em Cacoal, o Hospital Santa Cecília, em Espigão do Oeste, além das arquibancadas do Estádio Aglair Tonelli, do Centro Esportivo de Cacoal e do Estádio Municipal de Nova União.
Para o diretor da empresa, Antônio Bisconsin, essa expansão representa uma mudança na maneira como grandes empreendimentos são planejados.
“Os pré-moldados deixaram de ser vistos apenas como uma alternativa construtiva. Hoje fazem parte do planejamento estratégico dos mais diferentes empreendimentos, principalmente em setores que precisam de agilidade, segurança e eficiência para ampliar suas operações.”

Uma mudança que vai além da obra
O crescimento dos pré-moldados em Rondônia acompanha uma tendência mais ampla da construção civil brasileira: a busca por processos mais industrializados e previsíveis.
Para quem observa uma obra de fora, a diferença pode parecer apenas estrutural. Mas, por trás de um galpão, hospital, centro logístico ou rede de energia construída com componentes pré-fabricados, existe uma mudança na própria lógica de execução. Parte do trabalho deixa de acontecer no canteiro de obras e passa a ser realizada sob condições controladas de produção.
Em um estado onde o agronegócio, a indústria e a infraestrutura seguem demandando novos espaços e instalações, essa mudança ajuda a explicar por que os pré-moldados deixaram de ocupar um nicho específico e passaram a integrar projetos de diferentes dimensões e finalidades.
 (Giliane Perin p/ ConcreAço da Amazônia)


Fonte: Tribuna Popular

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