A Polícia Federal, em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Residência Fantasma. A ofensiva visa desarticular uma organização criminosa que utilizava endereços fictícios junto à Delegacia de Imigração da Polícia Federal para forjar a regularização migratória de estrangeiros. Segundo as investigações, os beneficiários do esquema não residiam efetivamente no Brasil, sendo inscritos indevidamente em programas sociais do Governo Federal.
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em Porto Velho e três no município de Guajará-Mirim. O objetivo das diligências é robustecer o acervo probatório e identificar todos os integrantes do grupo, além de quantificar o prejuízo causado aos cofres públicos pelas fraudes previdenciárias e assistenciais.
Funcionamento do esquema
O grupo criminoso atuava na criação de provas documentais falsas de residência em território nacional para viabilizar a documentação migratória. Com o status de regularidade obtido de forma ilícita, os estrangeiros eram inseridos na base de dados do governo para acesso a benefícios sociais. A fraude comprometia a integridade dos sistemas de concessão de auxílios e a própria segurança do processo de controle migratório brasileiro.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e estelionato qualificado, além de outras infrações que podem ser configuradas após a análise detalhada dos documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos. As medidas cautelares foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia. A Polícia Federal informou que o material coletado nas buscas passará por perícia técnica para a continuidade do inquérito policial e responsabilização dos envolvidos.
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Fonte: News Rondônia