A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Alvo Cerrado, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de capitais que movimentou cerca de R$ 229 milhões entre os anos de 2018 e 2023. A investigação aponta a utilização de uma rede de pessoas físicas e empresas de fachada para dissimular a origem de recursos obtidos de forma ilícita. O Juízo da 1ª Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de Porto Velho expediu quatro mandados de busca e apreensão cumpridos hoje.
As diligências estão concentradas nas cidades de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Pontal do Araguaia, no Mato Grosso, onde dois mandados são executados em cada município. O trabalho investigativo teve início após a identificação de transações bancárias flagrantemente incompatíveis com o patrimônio e a capacidade econômica declarada pelos investigados, o que levantou suspeitas imediatas sobre a natureza das movimentações financeiras.
De acordo com as autoridades, os suspeitos adotavam táticas de ocultação patrimonial para dificultar o rastreamento dos valores pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pelos órgãos de fiscalização da Receita Federal. O alto volume financeiro, que ultrapassa a marca de R$ 200 milhões em cinco anos, sugere uma operação organizada e sofisticada, voltada à circulação de dinheiro proveniente de atividades criminosas ainda sob análise pericial.
Os envolvidos poderão responder pelo crime de lavagem de capitais, cujas penas podem ser agravadas caso se comprove a participação em outros delitos associados à movimentação financeira ilícita. A Polícia Federal informou que o material apreendido durante a operação desta quinta-feira será submetido a análise detalhada para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e rastrear a origem real dos montantes bloqueados. O objetivo da PF é desmantelar a estrutura operacional que permitiu a lavagem de vultosas quantias na região.
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Fonte: News Rondônia