Depois de mais de três anos de espera, a família do cabo da Polícia Militar Elder Neves de Oliveira finalmente verá o caso ser analisado pelo Tribunal do Júri. O policial militar T. G. L. A., apontado pelo Ministério Público como autor do homicídio, será julgado nesta terça-feira (8), em Porto Velho.
A expectativa pelo julgamento é grande entre familiares, amigos e colegas da vítima, que desde janeiro de 2023 acompanham o andamento do processo e aguardam uma resposta da Justiça sobre o caso.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o cabo Elder foi morto com dois tiros na cabeça. As investigações apontam que o crime teria sido motivado por um desentendimento entre os dois policiais durante uma confraternização realizada semanas antes do homicídio.
Testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que, após ser repreendido pelo cabo Elder, o acusado teria afirmado que mataria o colega. A declaração passou a integrar o conjunto de elementos considerados durante a apuração do caso.
Em depoimento, T. G. L. A. afirmou que havia consumido bebida alcoólica e medicamentos na noite do crime. Segundo sua versão, ele não se recorda do ocorrido e disse ter tomado conhecimento da morte do cabo apenas quando já estava na Corregedoria da Polícia Militar.
Ao decidir pela pronúncia do réu, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri entendeu que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso seja submetido ao julgamento pelo Conselho de Sentença. O magistrado também manteve a prisão preventiva do acusado até a realização da sessão do júri.
A defesa requereu a instauração de incidente de insanidade mental e também pediu a exclusão das qualificadoras apresentadas na denúncia. No entanto, os pedidos foram negados nesta fase do processo.
Dessa forma, permanecem as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Caberá aos jurados decidir se o acusado é culpado ou inocente.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2023. Conforme as investigações, os dois policiais estavam em um estabelecimento quando disparos de arma de fogo foram ouvidos.
Mesmo gravemente ferido, o cabo Elder Neves de Oliveira ainda conseguiu conduzir sua caminhonete por alguns metros antes de perder o controle da direção, colidir contra um veículo estacionado e parar sobre a calçada.
Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, a vítima já estava inconsciente. Apesar do atendimento prestado pelas equipes de socorro, o policial não resistiu aos ferimentos.
Desde então, a família acompanha todas as fases do processo judicial. O julgamento desta terça-feira representa um momento aguardado pelos familiares, que esperam o esclarecimento definitivo do caso por meio da decisão do Tribunal do Júri.
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Fonte: News Rondônia