A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se, nesta segunda-feira (22), pela transferência da relatoria do pedido de investigação sobre o pagamento do filme Dark Horse ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se alvo de questionamentos após revelações de que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar as gravações.
Conflito de competência
O pedido de investigação foi apresentado pelo deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ) ao ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar busca apurar uma suposta conexão entre o financiamento da obra e as condutas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atuou como produtor-executivo do longa-metragem. A PGR, contudo, argumentou que, pelo fato de o banqueiro Vorcaro já ser objeto de investigações no caso Master processo que está sob relatoria de Mendonça, a nova petição deveria seguir o mesmo caminho.
Diante do parecer da Procuradoria, o ministro Alexandre de Moraes decidiu enviar o caso ao presidente do STF, Edson Fachin, a quem caberá a palavra final sobre quem será o responsável por conduzir o procedimento.
O contexto da investigação
O debate sobre o financiamento da produção ganhou força após o site The Intercept divulgar registros de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, datadas de novembro do ano passado. À época, o senador negou qualquer irregularidade, afirmando que os valores envolvidos seriam de natureza privada. O caso também ganhou contornos políticos, com o deputado Lindberg Farias solicitando que a apuração verifique possíveis vínculos com movimentações de Eduardo Bolsonaro para fomentar sanções norte-americanas contra o Brasil.
A definição do relator é o primeiro passo para que o STF decida se as diligências solicitadas pelo parlamentar serão instauradas. Até o momento, o Poder Judiciário mantém o foco na análise de competência antes de aprofundar o mérito das denúncias de financiamento e conduta envolvendo os membros da família Bolsonaro e o sistema financeiro.
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Fonte: News Rondônia