A Polícia Federal prendeu o hacker Victor Lima Sedlmaier, investigado na Operação Compliance Zero, que apura um esquema financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro.
Considerado foragido da Justiça brasileira, Sedlmaier foi localizado e capturado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em uma operação conjunta envolvendo a Polícia Federal, a Interpol e autoridades locais.
Segundo a PF, havia contra ele um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser identificado tentando entrar nos Emirados Árabes, a corporação acionou mecanismos de cooperação policial internacional para impedir sua permanência no país.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que as autoridades locais determinaram a não admissão do investigado em território emiradense e sua imediata deportação ao Brasil.
Após retornar ao país, Victor Lima Sedlmaier foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
A prisão ocorre no contexto da sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal. A investigação apura a existência de grupos suspeitos de realizar monitoramentos ilegais, ataques cibernéticos, intimidações e perseguições contra desafetos ligados ao núcleo investigado.
De acordo com as investigações, Sedlmaier seria integrante do grupo denominado “Os Meninos”, apontado pela PF como especializado em invasões telemáticas, derrubada de perfis digitais e monitoramento ilegal.
As apurações indicam que o grupo atuaria em benefício de Daniel Vorcaro.
Durante a sexta fase da operação, a PF também prendeu Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, apontado como figura central do grupo conhecido como “A Turma”. Segundo os investigadores, a organização funcionaria como uma espécie de milícia particular utilizada para monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias.
A decisão que autorizou a prisão menciona que Henrique Vorcaro mantinha contato constante com integrantes do grupo investigado mesmo após o avanço das apurações policiais.
As evidências reunidas pela Polícia Federal incluem mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos durante as fases anteriores da operação.
Entre os investigados está ainda o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, preso anteriormente durante outra etapa da operação em Belo Horizonte. Conforme a PF, ele teria papel estratégico na atuação do grupo investigado.
O caso segue em investigação no Supremo Tribunal Federal.
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Fonte: News Rondônia