O helicóptero corta o céu da Amazônia enquanto, lá embaixo, o rio Madeira revela uma paisagem marcada pela ilegalidade e pela destruição silenciosa. No meio da floresta que um dia foi sinônimo de isolamento e preservação, surgem dragas, balsas e estruturas clandestinas escondidas entre a vegetação, tentando escapar do olhar da fiscalização.
A fuga não encontra abrigo. Em plena operação, a Polícia Federal avança em mais uma etapa da Operação Iterum III, realizada em conjunto com o IBAMA nesta terça-feira (21/04), com o objetivo de desarticular o garimpo ilegal de ouro que insiste em se instalar no rio Madeira, em Rondônia. Do alto, o monitoramento aéreo revela o que o solo tenta esconder: uma cadeia de crimes ambientais que se expande junto com o desmatamento e a exploração clandestina.
As imagens divulgadas mostram o confronto entre a tecnologia de fiscalização e a engenhosidade dos garimpeiros ilegais, que operam em áreas cada vez mais remotas. Além da degradação ambiental, a operação também mira crimes associados, como formação de associação criminosa e porte ilegal de armas de fogo, evidenciando que o impacto vai muito além da floresta, atinge também a segurança e a ordem na região.
Cada nova fase da operação expõe uma realidade persistente: a pressão constante sobre a Amazônia, onde o ouro extraído de forma ilegal deixa um rastro de destruição, conflito e urgência por resposta.
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Fonte: News Rondônia