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Política

PF desmente Veja; Padilha pede direito de resposta sobre Lula

4 minutos de leitura

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, notificou extrajudicialmente a revista Veja, da Editora Abril, e solicitou direito de resposta por uma reportagem publicada na sexta-feira (9), sobre um suposto depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Representado por integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU), Padilha contestou as informações divulgadas pelo veículo.

A Polícia Federal (PF) negou que Vorcaro tenha prestado o depoimento com o conteúdo descrito na publicação. A reportagem afirmava que o ex-banqueiro teria liberado recursos para financiar um documentário sobre Lula, candidato à reeleição.

Polícia Federal contesta conteúdo da reportagem

Em nota, a PF declarou que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado pela revista e tampouco entregou à instituição documentos, anexos ou informações com esse conteúdo.

“A Polícia Federal esclarece, em relação à reportagem intitulada ‘Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo’, publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (9/10), que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”, afirmou a corporação.

A notificação extrajudicial enviada por Padilha sustenta que as alegações que associam o presidente Lula e o ministro a supostos recursos financeiros são falsas e não têm fundamentação probatória. O documento, segundo o material divulgado, menciona manifestações da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da União e da defesa de Vorcaro.

Defesa de Daniel Vorcaro diz desconhecer suposto financiamento

Em declaração à Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski afirmou que não tinha conhecimento do suposto financiamento. Ele explicou que não estava à frente da defesa de Vorcaro quando as propostas de colaboração foram apresentadas.

Bialski também declarou que não houve novo depoimento à Polícia Federal ou a outro órgão sobre o assunto. Segundo o advogado, ele não teve acesso a documentos que comprovassem o financiamento e o cliente nunca conversou com ele sobre o tema.

Grupo Prerrogativas pede perícia em áudio

O grupo Prerrogativas, formado por juristas ligados ao campo progressista, pediu à Polícia Federal uma perícia no áudio divulgado pela Veja, no qual Vorcaro faria referências a Lula. O grupo levantou suspeitas de que a gravação possa ter sido alterada por meio de edição de trechos ou uso de inteligência artificial.

Em nota, a organização afirmou que a divulgação teria potencial para interferir no processo eleitoral. Também destacou que não há informações suficientes sobre a data, o local e as circunstâncias em que o áudio teria sido gravado.

O grupo informou ter encaminhado à PF suspeitas de que a gravação não seja autêntica ou tenha tido sua integridade comprometida. Entre as hipóteses levantadas estão a montagem de trechos registrados em contextos diferentes e a síntese artificial de voz.

Essas possibilidades ainda dependem de verificação técnica. Até que uma perícia apresente conclusões, não é possível afirmar que o áudio tenha sido adulterado ou produzido com inteligência artificial.

O Prerrogativas alertou que, caso sejam confirmadas fraude ou sintetização de voz com finalidade eleitoral, os envolvidos poderão responder por eventuais crimes. A responsabilização, no entanto, depende da apuração dos fatos e da análise das autoridades competentes.

O caso envolve versões conflitantes sobre o conteúdo publicado pela revista e a autenticidade de uma gravação. A Polícia Federal contestou o depoimento descrito na reportagem, enquanto Padilha pediu direito de resposta e o grupo de juristas solicitou análise pericial do áudio.

FAQ O que a Polícia Federal negou?

A PF afirmou que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo descrito na reportagem da Veja nem entregou à instituição documentos ou informações com esse teor.

O que Alexandre Padilha solicitou?

O ministro da Saúde notificou extrajudicialmente a revista e pediu a publicação de um direito de resposta.

A perícia confirmou que o áudio foi adulterado por inteligência artificial?

O material fornecido relata um pedido de perícia e suspeitas levantadas pelo grupo Prerrogativas, mas não apresenta resultado técnico que confirme adulteração.

Com Informações de Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil.

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