O mercado global de energia enfrenta uma segunda-feira (16) de forte instabilidade, com o barril de petróleo Brent superando a marca de US$ 105. O aumento reflete o prolongamento do conflito no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz, via por onde trafega 20% do petróleo mundial. Em Portugal, o reflexo foi imediato: a gasolina subiu 7 cêntimos e o diesel 8 cêntimos por litro, mesmo com descontos tributários aplicados pelo governo local.
Diante do cenário crítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra os aliados da Otan e parceiros comerciais como a China e a Europa. Em entrevista ao Financial Times, Trump alertou para um “futuro muito mau” caso não haja cooperação internacional para garantir a livre navegação no estreito, atualmente obstruído por militares iranianos em retaliação à ofensiva lançada por Washington e Israel em fevereiro.
Reservas estratégicas e resposta internacional
Para tentar conter a escalada de preços e acalmar os mercados, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a maior liberação de reservas da sua história: 400 milhões de barris.
Participação Americana: Os EUA contribuirão com 172 milhões de barris, com o primeiro lote de 86 milhões chegando ao mercado ainda nesta semana.
Segurança Marítima: A Organização Marítima Internacional (OMI) convocou uma sessão extraordinária para os dias 18 e 19 de março para discutir os riscos ao transporte de gás natural e fertilizantes.
Retaliação Iraniana: A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a autoria de ataques recentes a navios petroleiros, intensificando o temor de que a “guerra do petróleo” se estenda por longo período.
Impacto no comércio mundial
O bloqueio do Estreito de Ormuz é considerado um “estrangulamento” da economia global. Além do petróleo bruto, a região é um corredor vital para o Gás Natural Liquefeito (GNL), essencial para o abastecimento energético europeu e asiático. A volatilidade dos preços do cru indica que o mercado ainda não absorveu totalmente o impacto de uma possível interrupção prolongada no fluxo de carga, aguardando os desdobramentos das reuniões da OMI nesta semana.
A pressão de Trump sugere que os EUA podem buscar uma coalizão militar ou diplomática mais agressiva para forçar a reabertura da via, o que, por outro lado, corre o risco de inflamar ainda mais as tensões diretas com Teerã e seus aliados no Golfo.
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Fonte: News Rondônia

