A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta quarta-feira, 1º de abril, que a companhia está revisando suas metas para tornar o Brasil autossuficiente na produção de óleo diesel em um prazo de cinco anos. Atualmente, o país precisa importar cerca de 30% do diesel consumido internamente, o que deixa a economia nacional vulnerável às oscilações de preço no mercado internacional, agravadas recentemente pelos conflitos no Oriente Médio e a consequente alta do barril de petróleo.
O planejamento anterior da estatal visava cobrir 80% da demanda interna. No entanto, a nova gestão estuda elevar essa meta para 100%, aproveitando a capacidade de expansão do parque de refino brasileiro. De acordo com Chambriard, o diesel é considerado o “mote do desenvolvimento nacional”, sendo o combustível essencial para o transporte de cargas por caminhões, além de abastecer ônibus e tratores em todo o território.
Para alcançar o objetivo, a Petrobras aposta em obras estratégicas já em andamento. A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, deve ampliar sua entrega de 230 mil para 300 mil barris por dia. Outro pilar da estratégia é a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, integrada ao Complexo de Energias Boaventura, deve saltar de 240 mil para 350 mil barris diários. Além disso, as quatro refinarias de São Paulo passam por adaptações para priorizar a produção de diesel em detrimento de óleos combustíveis menos demandados.
A urgência do plano se reflete nos números: desde o início da guerra no Irã, em fevereiro, o preço do diesel S10 no Brasil já subiu cerca de 23%. Para conter o impacto na inflação, o governo federal zerou impostos como PIS e Cofins e negocia um subsídio bilionário junto aos estados. Com o preço do barril tipo Brent operando acima de US$ 101, a produção nacional consolidada é vista pela estatal como a única saída sustentável para garantir a segurança energética e a estabilidade econômica do país a longo prazo.
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Fonte: News Rondônia