A Petrobras lançou, nesta quarta-feira (25), uma concorrência pública que disponibilizará R$ 30 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) voltados ao biorrefino. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo central é atrair empresas, startups e instituições de ciência e tecnologia (ICTs) para criar soluções que transformem biomassa em combustíveis renováveis, como o diesel R e o bioquerosene de aviação (SAF).
O edital foca em tecnologias que utilizem matérias-primas residuais, óleos vegetais e gorduras animais para a produção de energia com baixa emissão de carbono. Segundo a estatal, o desafio proposto envolve o uso de rotas biotecnológicas processos que utilizam microrganismos e enzimas para converter resíduos em produtos competitivos para os setores de aviação, marítimo e transporte rodoviário. A estratégia faz parte de um movimento global de descarbonização da economia e busca consolidar cadeias produtivas locais sustentáveis.
Investimento em transição energética e inovação aberta
A parceria entre o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e a Finep integra o programa “Petrobras Conexões para Inovação”, que possui uma previsão de recursos de até R$ 120 milhões para ecossistemas tecnológicos. No plano de negócios da companhia para o quinquênio 2026-2030, estão previstos investimentos de US$ 4 bilhões em PD&I, sendo que US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) será destinado exclusivamente à transição energética. A diretora de Tecnologia da Petrobras, Renata Baruzzi, destacou que o modelo de inovação aberta é vital para a competitividade da empresa no setor de energia.
O diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos, classificou o anúncio como um marco para a agenda de descarbonização do país. As instituições interessadas em participar da chamada pública podem enviar propostas até o dia 29 de maio, com o resultado preliminar da primeira etapa previsto para 17 de julho. Além do impacto ambiental positivo, o governo espera que o fomento ao biorrefino impulsione a geração de empregos qualificados e o avanço científico nacional em tecnologias de energia limpa.
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Fonte: News Rondônia