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Pesquisa alerta para baixa cobertura vacinal contra HPV entre adolescentes

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, acendeu um alerta para a saúde pública brasileira: apenas 54,9% dos adolescentes entre 13 e 17 anos confirmam ter recebido a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano). O vírus é o principal agente causador do câncer de colo do útero (99% dos casos) e está diretamente ligado a tumores de ânus, pênis e orofaringe. A queda na cobertura vacinal, que recuou 8 pontos percentuais desde 2019, coloca em risco quase 1,3 milhão de jovens que admitem estar desprotegidos.
Especialistas apontam que a faixa etária ideal para a imunização é entre 9 e 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual, quando a vacina atinge sua eficácia máxima. No entanto, a pesquisa mostra que a idade média de iniciação sexual no Brasil é de 13,3 anos para meninos e 14,3 para meninas, evidenciando uma janela de vulnerabilidade. O desconhecimento é o maior vilão: metade dos alunos não vacinados afirmou que simplesmente não sabia da necessidade de tomar o imunizante.
O papel das escolas e as estratégias de resgate
Para a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a escola é o ambiente estratégico para reverter esse cenário. A vacinação no ambiente escolar resolve gargalos logísticos e de comunicação, facilitando o acesso de jovens que raramente frequentam postos de saúde de forma espontânea. Além disso, a educação em sala de aula ajuda a combater a hesitação vacinal dos pais, que ainda respondem por uma parcela da resistência, especialmente na rede privada de ensino.
O Ministério da Saúde implementou, desde 2024, o esquema de dose única para simplificar a adesão. Atualmente, está em curso uma estratégia de resgate vacinal voltada para jovens de 15 a 19 anos que perderam o prazo regulamentar. A campanha segue até junho de 2026 em todo o país. Em Porto Velho, as unidades básicas de saúde mantêm o estoque do imunizante disponível gratuitamente, e pais podem verificar o histórico de seus filhos através do aplicativo Meu SUS Digital.
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Fonte: News Rondônia

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