O Paquistão consolidou-se, neste domingo (29), como o principal mediador diplomático da crise no Oriente Médio ao receber ministros das Relações Exteriores da Turquia, Egito e Arábia Saudita. O foco central da cúpula em Islamabad é a reabertura do Estreito de Ormuz, via vital por onde transitava cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás antes do bloqueio efetivo imposto pelo Irã, em resposta aos ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos.
A proposta mais robusta em discussão envolve a formação de um consórcio internacional, composto pelas potências reunidas, para gerir o fluxo de navios e garantir a segurança na região. Fontes diplomáticas indicam que o modelo de operação seguiria uma estrutura de taxas inspirada no Canal de Suez, visando estabilizar os preços de energia e criar um “corredor de confiança” que possa pavimentar o caminho para um cessar-fogo definitivo entre Teerã e Washington.
Articulação diplomática e avanços pontuais
O papel do Paquistão é estratégico devido às suas fronteiras com o Irã e aos laços militares históricos com os Estados Unidos. O chefe do exército paquistanês, Asim Munir, mantém contato direto com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, para alinhar as condições de um possível acordo. Enquanto as negociações amplas avançam lentamente, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, anunciou um resultado imediato: o Irã autorizou a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo estreito.
A Turquia tem enfatizado que a prioridade imediata é a interrupção das hostilidades, mas reconhece que a passagem segura de embarcações é o primeiro passo prático para reduzir a tensão. O Egito, por sua vez, contribui com sua experiência em logística de canais internacionais. Observadores em Porto Velho e no mercado global de combustíveis monitoram o desfecho dessas conversas, já que o sucesso do consórcio proposto poderia aliviar a pressão inflacionária causada pela interrupção do fornecimento de petróleo no Golfo Pérsico.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia