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Papa Leão XIV classifica guerra no Oriente Médio como “escândalo para a humanidade”

O Papa Leão XIV utilizou sua tradicional oração do Angelus, neste domingo (22), no Vaticano, para condenar a escalada de violência no Oriente Médio. Ao completar a quarta semana do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, o líder da Igreja Católica descreveu o rastro de morte e sofrimento como um “escândalo para toda a família humana”. Em um discurso carregado de emoção perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o pontífice reforçou que a neutralidade ou o silêncio diante das vítimas indefesas é uma ferida aberta em toda a humanidade.
Acompanhando a situação com o que descreveu como “consternação”, Leão XIV o primeiro papa de origem norte-americana tem se posicionado como uma voz crítica à continuidade das hostilidades. Ele enfatizou que o caminho para a paz só será pavimentado se houver uma interrupção imediata das ações militares, permitindo o diálogo diplomático e a assistência humanitária às regiões dilaceradas pela guerra. O apelo do Papa ocorre em um momento de tensões geopolíticas extremas, onde o risco de uma conflagração ainda maior preocupa a comunidade internacional.
Além do conflito direto no Golfo e no Levante, o Papa mencionou sua preocupação com outras regiões do globo atingidas pela violência sistêmica. Para o Vaticano, a crise atual ultrapassa fronteiras políticas, tornando-se uma crise moral profunda. “O que as fere, fere toda a humanidade”, declarou o pontífice, em uma tentativa de sensibilizar os líderes globais para o custo humano das decisões militares. A Santa Sé mantém canais diplomáticos abertos com diversos países, buscando atuar como mediadora em um cenário de fragmentação do multilateralismo.
A mensagem de Leão XIV ressoa como um chamado à oração e à ação coordenada. Ao renovar veementemente o apelo pela cessação das hostilidades, o Papa coloca a Igreja em uma posição de cobrança ética sobre as potências envolvidas. Espera-se que, nos próximos dias, o Vaticano intensifique contatos com organizações internacionais para reforçar o corredor humanitário e proteger as populações civis que se encontram no fogo cruzado desta guerra que já redesenha a estabilidade do século XXI.
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Fonte: News Rondônia

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