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Estudante de medicina morre após passar mal com dor de cabeça e família acusa hospital
O Ministério Público do Acre (MP-AC) solicitou informações à Polícia Civil sobre as investigações da morte do estudante de medicina Jefferson Alves Pinto, de 23 anos, que ocorreu durante atendimento no Hospital do Alto Acre, em Brasiléia, no interior do estado, no úlitmo dia 26.
Nessa segunda (30), o órgão pediu ao órgão informações sobre o inquérito instaurado e as diligências já feitas pela polícia para esclarecer a morte. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.
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À Rede Amazônica Acre na sexta (27), o delegado Erick Maciel confirmou que instaurou um inquérito policial após a família registrar um boletim de ocorrência. Segundo ele, familiares buscam esclarecimentos sobre as circunstâncias do óbito e acusam o hospital de omissão de informação.
"Foi feito o registro aqui na delegacia. De diligências iniciais, encaminhamos o corpo para Rio Branco para exames mais detalhados que apontem a causa da morte, requeremos à unidade de saúde o prontuário médico da vítima para verificarmos se houve ou não negligência médica", destacou.
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou, também na sexta, que abriu apuração interna e alegou que a causa da morte depende de investigação clínica. A pasta declarou ainda que o caso pode ser encaminhado às instâncias competentes.
Jefferson Alves Pinto morreu na madrugada da última quinta-feira (26) em Brasiléia
Arquivo pessoal
Dor de cabeça
Natural de Rondônia, o jovem morava em Brasiléia e cursava medicina em uma faculdade particular na Bolívia, país que faz fronteira com o estado.
Ele procurou a unidade de saúde após sentir fortes dores de cabeça, recebeu medicação, foi liberado e retornou horas depois, quando voltou a ser atendido, mas não resistiu e morreu. O corpo dele foi encaminhado para o estado de origem da família.
Ao g1, Liliaine Alves, tia do estudante, afirmou que foi até o Hospital do Alto Acre buscar a certidão de óbito do sobrinho e pediu para ver o prontuário médico, porém, a documentação não foi entregue.
"Ninguém quis falar comigo sobre o óbito, como foi e o que tinha acontecido. Pedi para ver os prontuários também, se negaram, aí fui até à Polícia Civil e abrimos uma investigação contra o hospital porque acredito que houve negligência em vários aspectos", explicou.
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O estudante começou a sentir fortes dores de cabeça ainda na quarta-feira (25), mas decidiu ir à faculdade. À noite, por volta das 20h, ele procurou atendimento no Hospital do Alto Acre acompanhado do namorado.
Conforme o namorado dele, Júnior Cavalcante, Jefferson aguardou cerca de uma hora até ser atendido. Na unidade, recebeu medicação na veia, incluindo dipirona, e foi liberado em seguida, mas continuou passando mal em casa.
"Eu acho que demorou mais ou menos uma hora para ele ser atendido. Colocaram na veia dele dipirona com algo mais, que não lembro. Então, foi liberado. Voltamos para casa e ele decidiu descansar. Eu fui embora e ele ficou só em casa", disse.
Jefferson Alves Pinto era estudante de medicina na Bolívia e natural de Rondônia
Reprodução
Retorno ao médico
Segundo Júnior, por volta de meia-noite da quinta (26), Jefferson retornou ao hospital. "Só que eu já estava dormindo e não escutei a ligação, nem a mensagem que estava mandando para ir [com ele]. Então, ele foi sozinho", complementou.
O estudante foi encaminhado novamente ao médico mas o atendimento demorou mais do que o normal. Nesse processo, Jefferson foi encaminhado para receber soro na veia.
"Eu não sei com o que foi no soro, pois não quiseram mostrar o prontuário. Esse é o detalhe, não sei [os medicamentos] porque não dizia [o que foi administrado] e não quiseram mostrar e nem dizer quem era o médico que estava", detalhou.
Ainda segundo Júnior, Jefferson ficou em observação no hospital e uma mulher que estava na mesma sala de atendimento afirmou ter visto que o estudante estava mal e o médico não tinha verificardo estado de saúde dele. O estudante começou a ter convulsões, que levou a tentativas de reanimação sem êxito.
"Eles chamavam o médico e não vinha. Aí ele começou a convulsionar, passar mal e parece que começou a delirar. Ele caiu do lugar onde estava tomando soro e ficou ali no chão. A moça pensou que ele estava dormindo, só que eu acho que já era a convulsão e, provavelmente, faleceu ali", lamentou Júnior.
VÍDEOS: g1
O que é latrocínio?
Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos, foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (2), na zona rural de Espigão D'Oeste (RO). A polícia investiga o caso como latrocínio (roubo seguido de morte), já que joias avaliadas em cerca de R$ 500 mil foram levadas.
Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha viu o carro da vítima estacionado por volta das 9h30. Cerca de 20 minutos depois, ao passar novamente pelo local, percebeu que o veículo estava ligado e em chamas, com uma pessoa dentro.
Funcionários que estavam na região usaram extintores para controlar o fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, quando a equipe chegou, a vítima já estava sem vida dentro do automóvel.
De acordo com a polícia, Mauzira era conhecida na região e trabalhava com a venda de joias. Familiares informaram que ela havia saído de casa pela manhã levando um mostruário avaliado em cerca de R$ 500 mil.
Além das joias, foram levados a bolsa com documentos pessoais e o celular da vítima. O caso segue em investigação.
Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos
Reprodução/Redes sociais
Carro onde foi encontrado o corpo da vendedora de joias Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos
Reprodução/ Espigão Notícias
Adailton Fúria e Tony Pablo
Prefeitura de Cacoal
Adailton Fúria (PSD) renunciou ao cargo de prefeito de Cacoal (RO) nesta quinta-feira (2) para disputar o governo de Rondônia nas eleições de 2026. Segundo o partido, ele já é oficialmente pré-candidato.
Com a saída, quem assume a prefeitura é Tony Pablo (PSD). A cerimônia de posse será realizada na Câmara Municipal de Cacoal, com a presença de moradores, além de vereadores, deputados e outras autoridades convidadas.
Nas redes sociais, Tony Pablo destacou o momento político do município e ressaltou a participação popular no evento.
"Pela primeira vez, nós teremos aí um pré-candidato a governador. E a presença de todos vai servir também para fortalecer e para reconhecer o trabalho que Nossa Excelência fez pelo município e dar todo o apoio que o senhor precisa nessa nova jornada", disse.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Quem é Adailton Fúria?
Nascido em 24 de setembro de 1986, em Cacoal (RO), Adailton Antunes Ferreira é advogado e iniciou a vida pública em 2012, quando foi eleito vereador do município com 1.237 votos.
Em 2016, disputou a prefeitura de Cacoal e ficou em segundo lugar, com 12.870 votos. Dois anos depois, em 2018, foi eleito deputado estadual por Rondônia, com 12.859 votos.
Em 2020, deixou o cargo na Assembleia Legislativa para disputar a prefeitura de Cacoal e foi eleito para o primeiro mandato. Em 2024, foi reeleito com mais de 80% dos votos válidos, derrotando Celso Popó (PL) e Almir Suruí (PDT).
Adailton Fúria
Arquivo pessoal
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