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Filhos fazem ensaio fotográfico de despedida com mãe antes dela morrer de câncer
A dor de perder alguém que se ama é avassaladora. Muitas vezes, as lembranças são o que restam para acalentar o coração. Foi pensando nisso que os filhos de Sônia Calegario decidiram fazer um ensaio fotográfico de despedida quando descobriram que ela morreria em pouco tempo em razão de um câncer agressivo.
“Eu queria guardar aquele momento num potinho e reviver, reviver e reviver. Saber que a pessoa que você mais ama na sua vida vai morrer é triste, é imensurável a dor. Tem um vídeo e, quando eu vejo ela me abraçando, eu mato um pouquinho da saudade.”
“É uma ferida que dói. Tem dias que eu olho pra foto e sorrio, outros choro. Tem dias que eu não quero acreditar. Minha mãe era minha amiga, ela era a melhor parte de mim aqui na Terra e eu sinto muita falta. É impossível não sentir. Naquele dia [das fotos], eu queria eternizar aquele abraço gostoso dela, eu queria que o tempo parasse.”
As duas falas são das filhas, Débora e Marcela Calegario, respectivamente. A família é de Ji-Paraná (RO), mas as fotos foram tiradas a quase quatro mil quilômetros, em Maceió (AL), durante uma viagem planejada para que Sônia pudesse aproveitar ao máximo os últimos momentos em vida.
Momentos do ensaio de Sônia e a família
Priscila Calú
Sônia descobriu o câncer em 2024 e enfrentou a doença por cerca de um ano, até que os exames apontaram que ela havia se espalhado por várias partes do corpo.
“Quando a gente descobriu a metástase, a minha irmã falou: ‘Marcela, vamos fazer uma viagem em família porque pode ser a última viagem. Então a gente precisa aproveitar ao máximo e fazer tudo que ela gosta’. E ela gosta do mar, de ouvir o barulho do mar, das ondas. Nós fomos fazer a viagem, fazer um ensaio fotográfico para poder eternizar e aproveitar ao máximo aquele momento, porque a gente sabia que seriam os últimos”.
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A fala acima é de Marcela, que estava grávida do segundo filho quando descobriu sobre o estado paliativo da mãe. Por esse motivo, ela decidiu antecipar o chá de bebê alguns meses e compartilhar aquele momento com Sônia.
No dia seguinte à comemoração, Sônia pediu para ser levada ao hospital, onde morreu cerca de 10 dias depois, em novembro de 2025.
Os relatos da família deixam claro que Sônia decidiu como levar a própria vida e também a partida, aproveitando até o fim. Ela se despediu de todas as pessoas importantes e destacou o quanto as amava. E recebeu todo o amor em troca.
Os registros fotográficos comoveram a internet meses depois da morte de Sônia, quando foram divulgados pela família e pelos fotógrafos Priscila Letícia Calú e Pollyanderson Calú. Priscila relata que essa foi, sem dúvidas, uma das experiências mais marcantes de sua carreira.
Sem saber que era um ensaio de despedida, Priscila preparou a câmera e foi se emocionando com cada cena que captava. Os filhos chegavam um a um e contavam para a mãe o quanto a amavam, assim como o marido. Em meio a lágrimas e abraços, sozinhos ou em grupo, as fotos foram nascendo.
“Fotografar essa família, pra mim, foi muito mais do que um trabalho. Foi diferente de tudo que eu já vivi na fotografia. Foi um aprendizado. Eu entendi que o mais importante é viver o hoje, o agora, porque o passado já foi e o futuro a gente ainda não tem. O que existe é esse momento. E essas fotos são isso: um pedaço do agora que vai ficar pra sempre, guardado na memória e na história da família, para que as próximas gerações também saibam quem ela foi e o amor que existia ali”, comenta Priscila.
Veja algumas fotos do ensaio da família:
Sônia e família
Priscila Calú
Ensaio de Sônia
Priscila Calú
Sônia Calegario
Priscila Calú
Ensaio de Sônia Calegario
Priscila Calú
Ensaio de Sônia Calegario
Priscila Calú
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Família alega demora em atendimento após morte de bebê em Ji-Paraná
Um bebê morreu nesta quarta-feira (25), antes do parto, durante atendimento na maternidade do Hospital Municipal de Ji-Paraná (RO). Após o ocorrido, o pai da criança denunciou possível negligência médica e, segundo o registro policial, danificou parte da unidade. O caso será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 5h15 após uma confusão na unidade, localizada no bairro Dom Bosco. A denúncia inicial indicava dano ao patrimônio público e ameaça a profissionais de saúde.
No local, policiais conversaram com profissionais da maternidade, que relataram que o médico plantonista realizava um procedimento de parto quando o bebê não resistiu e morreu, o que gerou forte comoção entre os familiares.
Segundo o registro policial, ao saber da morte da criança, o pai ficou extremamente abalado e passou a fazer ameaças contra os profissionais. O médico informou à polícia que se sentiu ameaçado diante da situação.
Ainda conforme o boletim, durante o momento de descontrole, o homem quebrou um bebedouro, danificou um lixeiro e também causou avarias na porta de vidro da entrada da maternidade.
Após o ocorrido, ele deixou o local e não foi encontrado. A polícia fez buscas, mas familiares não souberam informar seu paradeiro. O caso foi registrado como dano ao patrimônio público e ameaça.
A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias da morte do bebê e a possível responsabilidade médica apontada pela família.
Família denuncia negligência
Segundo o pai da criança, a esposa aguardou por atendimento durante várias horas na unidade. Ele afirma que ela deu entrada por volta das 20h e permaneceu até cerca de 4h30 sentindo fortes dores e vomitando.
Ainda de acordo com ele, o parto só foi realizado após a intervenção de uma profissional de enfermagem. Em entrevista à Rede Amazônica, o pai denunciou a equipe de negligência e disse que a demora no atendimento contribuiu para a morte do bebê.
“Simplesmente mataram minha filha. [A esposa] ficou 9 horas lá, vomitando e sentindo dor forte, de gritar”, relatou.
A avó da criança, Sandra Maria, afirmou que a gestante deu entrada na unidade e permaneceu durante a noite em observação, mesmo apresentando dores intensas e episódios de vômito. Segundo ela, familiares chegaram a acionar a equipe diversas vezes, mas foram informados de que os sintomas seriam normais do trabalho de parto.
“Ela passou a noite toda sentindo dor, vomitando. Eu via que ela não estava bem. As enfermeiras falavam que era normal, que era daquele jeito mesmo”, disse.
Segundo a avó, o quadro só mudou após a intervenção de uma profissional de enfermagem, que chamou o médico e levou a gestante para a cesariana.
"Ela [enfermeira] foi um anjo que apareceu na nossa vida, que eu acho que se não fosse ela, minha nora tinha morrido também. Chamou o médico, o médico já levou para a cesárea. A nenenzinha nasceu morta", disse.
Ao comentar a perda, Sandra lembrou da expectativa da família pela chegada da bebê e dos planos que já haviam sido feitos.
"Eu esperei tanto, tanto, tanto, a primeira netinha. Tinha marcado que hoje era o dia da neném nascer, hoje era o dia da neném nascer. Não dá nem de acreditar, cara, nem de acreditar, não dá. Eu vi a minha netinha andando para lá e para cá, sabia que eu ia sair daqui, não vou levar", relatou.
A família informou que registrou ocorrência e cobra a apuração do caso.
O que diz a Secretaria de Saúde do município
Segundo o secretário de Saúde de Ji-Paraná, Cristiano Ramos, a gestante foi internada para acompanhamento de parto normal e seguia protocolo de monitoramento dos batimentos cardíacos do bebê. Ele afirmou que, durante a madrugada, foi identificada a redução dos batimentos fetais, seguida da parada.
“O protocolo do parto normal é de cada duas horas ficar ouvindo o BCF, que é o batimento cardíaco fetal. Em um determinado momento, a enfermeira, pela madrugada, viu que os batimentos do bebê foi baixando e de repente parou, foi feito um ultrassom, viu-se que realmente tinha parado o batimento fetal, foi levado ao centro cirúrgico”, disse.
Ainda de acordo com o secretário, ao realizar a cesariana de emergência, a equipe médica constatou um nó no cordão umbilical, o que pode ter causado a morte do bebê. Mesmo assim, a pasta informou que uma sindicância foi aberta para apurar as circunstâncias do caso.
"Nesse exato momento, a nossa equipe está montando toda a documentação para montar uma sindicância para apurar os fatos e a gente saber onde foi o erro. Mas, assim, tudo indica que realmente, infelizmente, foi uma fatalidade", explicou.
O prazo inicial para a conclusão é de até 20 dias. A Secretaria também afirmou que a gestante permanece internada e que o caso segue sob apuração.
Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz
Prefeitura de Ji-Paraná
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Pesquisadores da Unir testam pó de rocha como fertilizante
Unir
Um resíduo que hoje não tem valor comercial pode se transformar em aliado da pecuária. Pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir), no campus de Presidente Médici (RO), estão estudando o uso do pó de rocha, material gerado no beneficiamento da brita, como fertilizante de baixo custo para pastagens.
Coordenado pela professora Elaine Delarmelinda, do curso de Zootecnia, o projeto busca alternativas mais acessíveis e sustentáveis para produtores rurais.
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De acordo com os pesquisadores, o pó de rocha é rico em minerais como o potássio e pode substituir parte dos fertilizantes comerciais, que são caros e dependem de importação.
O estudo avança em etapas. Na primeira fase, os testes foram feitos em estufa, com plantas forrageiras cultivadas em vasos. Os resultados mostraram que o desenvolvimento das plantas foi igual ou até superior caso tivessem sido usados os fertilizantes convencionais.
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Segundo a Unir, atualmente a equipe de pesquisadores estuda começar os experimentos no campo, para testar o experimento em condições reais de cultivo e avaliar as como as espécies de pastagens comuns na região se comportam com o pó de rocha.
A pesquisa inicial mostra que o material pode ser aplicado de duas formas: incorporado ao solo na implantação da pastagem ou distribuído a lanço, como adubação de manutenção. Para medir os efeitos, os pesquisadores analisam altura das plantas, número de perfilhos e produtividade por hectare.
Além de reduzir custos e dar destino produtivo a um resíduo mineral, o projeto já fortaleceu a formação acadêmica na Unir, resultando em monografias e uma dissertação premiada como a melhor do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas Amazônicos em 2025.
Segundo a coordenadora Elaine, se os resultados forem confirmados em campo, o uso do pó de rocha pode gerar impacto direto na agropecuária de Rondônia, incentivando práticas sustentáveis e valorizando recursos disponíveis na própria região.
Plantas usadas na pesquisa
Unir
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