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Política

AIEA leva questão nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) votou, nesta quarta-feira (9), a favor de encaminhar a questão do Irã ao Conselho de Segurança da ONU pelo "descumprimento" de suas obrigações nucleares, em uma tentativa de aumentar a pressão sobre a República Islâmica, informaram à AFP duas fontes diplomáticas.

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Explosão ouvida no Estreito de Ormuz, perto do sul do Irã (mídia estatal)

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Homem matou filha de 5 anos para atingir a mãe dela no PR, diz polícia

Um homem de 30 anos disse à polícia que matou a filha de 5 anos para causar sofrimento à mãe da criança. Ele foi preso no dia do crime.

Brasil vê China como potencial compradora de créditos de carbono

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, afirmou que a delegação brasileira aproveitará uma missão de alto nível à China na próxima semana para avaliar se Pequim pode se tornar uma futura compradora de créditos de carbono brasileiros e avançar negociações rumo a um acordo bilateral sobre mercados de carbono que as autoridades esperam anunciar na COP31, em novembro.

Planalto acompanha com atenção turnê de Marco Rubio por países da região

Nesta semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, realiza três visitas importantes na América do Sul: a primeira escala foi a Colômbia, ontem, depois virá o Equador e, por último, o Peru. Nos três países, governam presidentes de direita e extrema direita, que chegaram ao poder nos últimos tempos.

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Justiça reconhece falhas da Enel em apagão de dezembro de 2025 em SP

Logo Agência Brasil

A Justiça de São Paulo reconheceu falhas na prestação do serviço de fornecimento de energia pela Enel Distribuição São Paulo durante o apagão provocado pelo ciclone extratropical ocorrido em 9 e 10 de dezembro de 2025 em São Paulo. Mais de 2 milhões de consumidores foram afetados.

Em resposta à ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a Justiça rejeitou o argumento da concessionária de que o fenômeno climático, por si só, seria suficiente para excluir sua responsabilidade.    

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De acordo com o MPSP, embora o fenômeno climático tenha desencadeado as interrupções, essa não foi a causa exclusiva da extensão dos danos e da demora no restabelecimento do serviço.

O Ministério Público acrescenta que eventos climáticos, sejam eles de quaisquer intensidades, fazem parte dos riscos previstos na atividade e serviços prestados pela Enel.

 “Por essa razão, [tais ocorrências] não afastam automaticamente a responsabilidade da concessionária, que deve manter infraestrutura, planejamento e capacidade operacional adequados para prevenir e reduzir os impactos sobre a população.”  

Na ação, foram apontadas as seguintes falhas:

  1. concentração das equipes no horário comercial;
  2. forte redução do efetivo durante a noite e a madrugada;
  3. uso insuficiente de veículos de grande porte;
  4. emprego de equipes sem preparação para ocorrências complexas;
  5. baixa resolutividade dos atendimentos;
  6. deficiências no controle da vegetação próxima à rede.   
     
São Paulo (SP), 10/12/2025 -  Queda de árvores sobre carros na rua Paula Ney, na Vila Mariana. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil São Paulo (SP), 10/12/2025 -  Queda de árvores sobre carros na rua Paula Ney, na Vila Mariana. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Queda de árvores sobre carros na Rua Paula Ney, na Vila Mariana, em 10 de dezembro de 2025. Paulo Pinto/Agência Brasil

Números

Dados da Aneel registram que a rede teve 6.715 ocorrências de interrupção do fornecimento em 10 de dezembro. Desse total, 3.056 ocorrências (46%) demoraram mais de 24 horas para ser solucionadas e, em conjunto, atingiram 759.304 unidades consumidoras.  

“O número de 6.715, portanto, não corresponde à quantidade de pessoas ou imóveis afetados, mas aos registros de interrupção na rede, cada um deles potencialmente capaz de alcançar diversos consumidores. Houve consumidores sem energia até o sexto dia após o evento climático, e a ocorrência mais longa durou 142,8 horas”, completa o MPSP.  

A Justiça entendeu que os dados mostram que a intensidade do ciclone pode explicar o início das interrupções, mas não justifica a demora excessiva na recomposição do serviço. A decisão afirma que os prejuízos foram agravados por insuficiências de planejamento, manutenção e capacidade de resposta da concessionária.  

O que diz a Enel 

Por meio de nota, a Enel informou que sua atuação no evento climático severo iniciado em 10 de dezembro de 2025 foi compatível com a magnitude excepcional do fenômeno.

Para a concessionária, o principal fator de impacto foram os ventos fortes e prolongados, que se estenderam por mais de dois dias consecutivos.  

“Mesmo nesse cenário, a companhia apresentou resposta mais rápida do que nos eventos de novembro de 2023 e outubro de 2024: em nove horas, restabeleceu o fornecimento para 2,5 milhões de unidades consumidoras. Em 24 horas, 80% dos clientes impactados, cerca de 3,4 milhões, já estavam com o serviço normalizado.” 

Segundo a empresa, a operação mobilizou cerca de 1,6 mil equipes ao longo do dia, período de maior concentração por ter produtividade maior do que à noite, quando há restrições de segurança e visibilidade.  

A Enel disse ainda que o número de equipes trabalhando para retomar a transmissão foi de 25% a 33% maior do que os parâmetros previstos no Plano de Recuperação apresentado a Aneel. Também reforçou que equipes de outras especialidades e capacitadas, atuaram de forma complementar. 

“A companhia reforça que vem apresentando evolução consistente nos indicadores de atendimento emergencial nos últimos três anos, como tempo médio de atendimento e interrupções prolongadas, que estão melhores do que a média nacional das grandes distribuidora.”

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