A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Itaberaba para desarticular uma organização criminosa dedicada à extração e comercialização ilegal de diamantes em Rondônia. A ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em Rolim de Moura, Cacoal, Ji-Paraná e também em Cuiabá (MT). As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Ji-Paraná e miram tanto pessoas físicas quanto empresas envolvidas no esquema de usurpação de bens da União.
As investigações começaram após a prisão em flagrante de dois homens em Cacoal, que portavam 25 pedras de diamante. A partir da análise forense nos celulares dos suspeitos, a Polícia Federal descobriu uma rede estruturada que operava em terras indígenas. De acordo com o inquérito, as pedras eram retiradas de garimpos ilegais, sem qualquer licença ambiental ou autorização dos órgãos competentes, e depois inseridas no mercado por meio de intermediários e empresas de fachada.
O nome da operação faz referência ao termo tupi-guarani para “pedra brilhante”, aludindo ao foco do combate mineral. Os alvos da operação incluem receptadores e empresas que davam aparência de legalidade ao minério extraído ilegalmente. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que podem comprovar a extensão financeira do grupo. O objetivo agora é identificar os financiadores do garimpo em áreas protegidas e interromper o fluxo de capitais gerado pela atividade ilícita.
Os envolvidos na rede criminosa poderão responder por crimes de usurpação de bem mineral, extração ilegal de recursos minerais e receptação qualificada. Somadas, as penas para esses delitos podem ultrapassar dez anos de reclusão. A Polícia Federal ressalta que a extração em terras indígenas causa danos ambientais severos e compromete a segurança das comunidades locais. Os materiais apreendidos nesta manhã serão encaminhados para perícia técnica para confirmar a origem geológica das pedras.
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Fonte: News Rondônia