A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico sobre o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul. O cenário atual na América do Sul é consistente com o começo gradual do inverno, apresentando sinais iniciais de aumento na atividade da Influenza em diversos países. A principal preocupação das autoridades de saúde é a predominância da variante K do vírus Influenza A(H3N2), identificada pela primeira vez no ano passado.
No Brasil, o subclado K foi detectado em dezembro de 2025 e, embora não seja considerado mais grave que outras cepas, está associado a períodos de transmissão mais prolongados. Dados do Ministério da Saúde apontam que 72% dos testes de sequenciamento genético realizados até o dia 21 de março corresponderam a esta variante. Além disso, a taxa de positividade para Influenza no país subiu de menos de 5% no primeiro trimestre para 7,4% no final de março.
Pressão nos serviços de saúde e VSR
A Opas alerta que os países devem se preparar para picos de demanda hospitalar concentrados em curtos períodos, o que pode testar a capacidade de resposta dos serviços de saúde. Além da gripe, observa-se o aumento gradativo da circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) em vários países, incluindo o Brasil. Este vírus tem potencial impacto na carga de doenças em crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas.
A combinação do aumento simultâneo de VSR, Influenza e os casos ainda existentes de Covid-19 preocupa as autoridades. A recomendação internacional é o reforço das ações de vacinação e a manutenção de medidas de higiene. Lavar as mãos frequentemente e adotar a “etiqueta respiratória” são apontadas como formas eficientes de diminuir a transmissão. Pessoas com febre ou sintomas respiratórios devem evitar locais de trabalho, escolas e espaços públicos.
Vacinação e boletim InfoGripe
A vacina contra a gripe aplicada no Sistema Único de Saúde (SUS) foi atualizada para este ano e inclui proteção contra a cepa H3N2. A campanha nacional prioriza grupos de maior risco, como:
Crianças com menos de 6 anos e idosos.
Gestantes e pessoas com comorbidades.
Trabalhadores da saúde, professores e populações indígenas.
Pessoas privadas de liberdade.
O SUS também disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes, visando proteger recém-nascidos contra a bronquiolite. A urgência dessas medidas é reforçada pelo novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (29). O documento confirma o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todas as regiões do Brasil, com 24 das 27 unidades federativas em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em 2026, já foram notificados mais de 46 mil casos de SRAG no país.
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Fonte: News Rondônia