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ONU exige que Estados Unidos assumam responsabilidade por ataque a escola no Irã

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou veementemente nesta sexta-feira (27) o bombardeio norte-americano contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, na região de Minab, no Irã. O ataque, ocorrido em 28 de fevereiro, marcou o primeiro dia da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos no país e resultou na morte de 165 pessoas, a maioria crianças. Turk classificou o episódio como um “profundo horror” e exigiu que os responsáveis conduzam uma investigação imparcial e tornem as conclusões públicas imediatamente.
A pressão internacional sobre a administração de Donald Trump aumentou após o governo iraniano apresentar provas do envolvimento direto de aeronaves dos EUA no massacre. Inicialmente, a Casa Branca negou qualquer participação e tentou atribuir a culpa ao próprio Irã, mas recuou ao afirmar que “aceitaria” os resultados de uma perícia independente. Para as Nações Unidas, a proteção de instituições de ensino em zonas de guerra é uma obrigação inegociável, e a impunidade neste caso pode abrir precedentes perigosos para o direito humanitário global.
Reunião de emergência foca na proteção da infância
Diante da tragédia, o Conselho de Direitos Humanos da ONU agendou para hoje uma sessão especial em Genebra para discutir a segurança das crianças no conflito do Oriente Médio. O encontro foi solicitado conjuntamente por Irã, China e Cuba, com foco específico na preservação de escolas em áreas de combate internacional. Diplomatas de diversos países devem cobrar garantias de que infraestruturas civis não voltem a ser alvos de mísseis, enquanto organizações humanitárias relatam que o medo de novos bombardeios paralisou o sistema educacional em diversas províncias iranianas.
A situação em Teerã e nas províncias vizinhas permanece crítica, com relatos de que hospitais e bairros residenciais também foram atingidos nas últimas ondas de ataques. A comunidade internacional teme que a escalada militar inviabilize qualquer tentativa de corredor humanitário para a retirada de feridos. Enquanto o Conselho de Segurança em Nova York debate as questões geopolíticas e o controle do Estreito de Ormuz, em Genebra o foco é estritamente na responsabilização legal pelos danos causados à população civil e na urgência de um cessar-fogo para proteger os direitos básicos da infância.
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Fonte: News Rondônia

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