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ONU adia votação sobre uso da força para garantir navegação no Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação de uma resolução crucial que visa proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A reunião dos 15 membros, inicialmente prevista para esta sexta-feira, 3 de abril, deve ocorrer apenas na próxima semana, sem uma data definida. O texto, proposto pelo Bahrein que detém a presidência rotativa do órgão, sugere o uso de “todos os meios defensivos necessários” para assegurar o tráfego marítimo, que sofreu graves interrupções desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro.
A via é considerada a artéria vital da economia global, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e sendo responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. O controle exercido pelo Irã sobre a passagem, em resposta à ofensiva estrangeira, gerou uma crise de abastecimento e a disparada dos preços dos combustíveis. O rascunho da resolução enfrentou forte oposição de membros permanentes com poder de veto, como China e Rússia, o que forçou o Bahrein a atenuar os termos originais para tentar um consenso.
Pequim, principal parceira econômica de Teerã e maior compradora de seu petróleo, manifestou-se contrária a qualquer autorização que envolva o uso da força militar na região. Para tentar contornar o bloqueio diplomático, o Bahrein retirou referências explícitas à aplicação obrigatória da força, estabelecendo um prazo de seis meses para a vigência das medidas defensivas, caso sejam aprovadas. Os Estados Unidos e outras nações árabes do Golfo apoiam a medida, argumentando que a liberdade de navegação é um princípio inegociável para a estabilidade do comércio internacional.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil indicam que o impasse na ONU reflete uma disputa geopolítica mais profunda. A ofensiva contra o Irã é lida por analistas como uma tentativa de “troca de regime” em Teerã para frear a expansão econômica chinesa no Oriente Médio e consolidar a hegemonia militar de Israel. Enquanto a diplomacia patina em Nova York, o Estreito de Ormuz permanece como um barril de pólvora, onde qualquer incidente adicional pode escalar o conflito para proporções globais, afetando diretamente o preço de alimentos e insumos agropecuários em todo o mundo.
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Fonte: News Rondônia

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