A Europa enfrenta uma onda de calor severa que tem resultado em episódios trágicos. Na França, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu informou nesta terça-feira (23) que 40 pessoas morreram afogadas nos últimos dias enquanto tentavam se refrescar em rios e canais. O país, que registrou sua noite mais quente desde 1947, está com 54 departamentos sob alerta vermelho, com termômetros que podem atingir 43 graus Celsius nas regiões oeste.
Cenário de emergência
As autoridades francesas reforçaram o apelo para que a população evite nadar em áreas não autorizadas, diante da recorrência de acidentes fatais. Além disso, o calor extremo tem gerado preocupação com a segurança de crianças e idosos. Um caso lamentável ocorreu nesta segunda-feira (22), quando duas crianças, de 2 e 4 anos, morreram após serem deixadas no carro da família no sudeste do país.
O fenômeno climático, identificado por meteorologistas como bloqueio ômega, mantém uma massa de ar quente estagnada sobre o continente, dificultando o resfriamento noturno. A situação é comparada à onda de calor de 2003, que causou milhares de óbitos na Europa. A Organização Meteorológica Mundial ressalta que o aquecimento na região ocorre a um ritmo superior ao dobro da média global, intensificando a frequência de eventos extremos.
Impactos na economia e no cotidiano
A vida urbana e a produtividade também sofrem os efeitos do calor extremo. Em Paris, passageiros lidam com cancelamentos de trens e condições sufocantes no transporte público. O setor empresarial relatou uma desaceleração das atividades, com empresas adotando medidas emergenciais para proteger a saúde dos funcionários.
Outros países europeus acompanham a crise. Na Itália, 15 cidades estão sob alerta máximo de saúde, enquanto o Reino Unido prevê temperaturas recordes para junho, atingindo os 37 graus Celsius no sul da Inglaterra. Especialistas alertam que, além das altas temperaturas, o padrão climático instável tem provocado tempestades severas em diversas regiões, aumentando os riscos de desastres naturais e transtornos em infraestruturas críticas, como aeroportos.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia