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OMS alerta para risco de expansão de surto de ebola na África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo, identificado na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que, além dos 51 casos já validados, existem quase 600 notificações suspeitas e 139 mortes sob investigação na região.
A gravidade do cenário é acentuada pela dificuldade de contenção em áreas de conflito. Na província de Ituri, na RDC, a intensificação de combates desde o final de 2025 provocou o deslocamento de cerca de 100 mil pessoas, facilitando a propagação do vírus. A OMS teme que os números reais sejam expressivamente maiores, dado o período em que o patógeno circulou sem detecção prévia.
Desafios no enfrentamento
O surto impõe desafios logísticos e sanitários críticos. A ausência de uma vacina ou tratamento específico para a variante Bundibugyo o tipo de vírus responsável por esta epidemia limita as opções de resposta clínica imediata. Além disso, a presença do vírus em centros urbanos e casos notificados entre profissionais de saúde elevam o nível de alerta das autoridades locais e internacionais.
O problema ganhou contornos transfronteiriços na última semana, após a confirmação de um caso em Kampala, capital de Uganda, de um paciente vindo da RDC. O governo congolês oficializou o 17º surto da doença no país na sexta-feira (15), após análise laboratorial confirmar o vírus em amostras colhidas no distrito de Rwampara.
Apoio internacional
“A OMS tem uma equipe no terreno apoiando as autoridades nacionais na resposta à crise. Deslocamos pessoal, suprimentos, equipamentos e recursos financeiros”, afirmou Tedros. A preocupação central agora é evitar que a instabilidade política na província de Ituri e o constante movimento populacional na região comprometam os protocolos de isolamento e rastreamento de contatos, essenciais para frear a cadeia de transmissão e evitar uma crise sanitária de proporções ainda maiores no continente.
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Fonte: News Rondônia

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