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Novo líder do Irã anuncia novas regras para o Estreito de Ormuz

O novo líder Supremo do Irã, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, reafirmou na noite desta quinta-feira (9) que a gestão do Estreito de Ormuz passará por mudanças profundas. Em um pronunciamento à nação que marcou os 40 dias da morte de seu pai, Ali Khamenei, o líder alertou que o controle da via marítima, por onde passa 20% do petróleo mundial, será elevado a um “novo patamar”. Ele também instou os países vizinhos do Golfo Pérsico a abandonarem alianças com os Estados Unidos e Israel, classificando-os como “poderes arrogantes”.
A declaração ocorre em um momento crítico, em meio a um cessar-fogo de duas semanas entre Teerã e Washington para negociações de paz. No entanto, Mojtaba Khamenei deixou claro que a trégua não significa o fim das tensões, enfatizando que o Irã levará em conta todas as frentes de batalha, incluindo o apoio ao Hezbollah no Líbano e ao Hamas em Gaza. O líder exigiu indenizações pelos danos causados pela guerra e pelo “sangue dos mártires”, sinalizando uma postura rígida nas futuras conversas diplomáticas.
Aos países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, Khamenei enviou uma mensagem de advertência e um convite à “fraternidade”, condicionado ao distanciamento das influências ocidentais. Ele defendeu que o fechamento do Estreito de Ormuz foi uma resposta legítima às agressões sofridas desde o final de fevereiro e que a união da “Frente de Resistência” é um pilar inegociável da política externa iraniana. O bloqueio da via tem causado impactos severos na economia global, com a disparada dos preços de energia.
Ao povo iraniano, o aiatolá pediu que as manifestações de rua continuem, afirmando que a presença popular é o que garante a dignidade e o poder de negociação do país. Ele alertou a população contra a “propaganda do inimigo” veiculada por mídias estrangeiras e pediu solidariedade mútua para enfrentar a escassez de recursos provocada pelo conflito. O clima em Teerã e outras grandes cidades permanece de mobilização total, enquanto o mundo aguarda o início das negociações no Paquistão.
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Fonte: News Rondônia

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