O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou as redes sociais neste domingo, 29 de março, para responder diretamente a declarações feitas pela primeira-dama, Janja Lula da Silva. O embate público teve início após Janja defender um projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia e criticar o parlamentar por, segundo ela, distorcer informações sobre a proposta enquanto os índices de feminicídio permanecem alarmantes.
Em vídeo publicado na última sexta-feira, Janja afirmou que “enquanto você se preocupava em editar seu vídeo bonitinho, uma mulher era morta”. Em contrapartida, Nikolas reagiu apresentando estatísticas de violência contra a mulher referentes aos mandatos anteriores do presidente Lula (2003-2013) e ao período entre 2022 e 2023. “Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu marido”, alfinetou o deputado ao comentar o aumento dos números.
Além da troca de acusações sobre os dados de violência, o parlamentar ampliou a crítica ao teor do projeto de lei defendido pela primeira-dama. Para Nikolas, a proposta não foca em agressões físicas, que já possuem previsão legal, mas pode abrir precedentes para o controle de manifestações públicas e opiniões. Ele classificou a medida como uma tentativa de realizar um “patrulhamento do que pode ou não ser dito”.
O embate reflete a forte polarização política no Congresso Nacional em torno de pautas de gênero e liberdade de expressão. Enquanto o governo e seus aliados defendem a criminalização da misoginia como ferramenta de proteção à mulher, parlamentares da oposição argumentam que a subjetividade do termo pode ser utilizada para cercear o debate político e a crítica institucional.
Minha resposta à Janja. pic.twitter.com/eMPi15d5zp
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 29, 2026
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Fonte: News Rondônia