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Saúde

MPRO reforça combate à violência sexual infantil

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A violência sexual infantil em Rondônia voltou ao centro do debate com a abertura da campanha Maio Laranja, promovida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), em Porto Velho. A mobilização reforça a importância de romper o silêncio e garantir proteção integral a crianças e adolescentes.

O evento reuniu profissionais da rede de proteção e teve como destaque palestra da advogada e professora Luciana Temer, que abordou desafios no enfrentamento desse tipo de crime e a necessidade de ampliar o diálogo na sociedade.

Silêncio ainda é o maior obstáculo

Durante a programação, especialistas destacaram que a violência sexual infantil em Rondônia e no Brasil ainda enfrenta barreiras culturais que dificultam a denúncia. Segundo dados apresentados, apenas uma pequena parcela dos casos chega ao conhecimento das autoridades.

A maioria das ocorrências acontece dentro de casa e envolve pessoas próximas à vítima, o que contribui para o silêncio prolongado, muitas vezes motivado por medo, culpa ou tentativa de preservar vínculos familiares.

Luciana Temer enfatizou que discutir o tema abertamente é essencial para tornar o problema visível e permitir a construção de políticas públicas mais eficazes.

Dados revelam gravidade do problema

Os números apresentados durante o evento evidenciam a dimensão da violência sexual contra crianças e adolescentes no país: A maior parte dos casos ocorre no ambiente familiar, com predominância de vítimas do sexo feminino. Crianças e adolescentes entre 10 e 13 anos estão entre os grupos mais afetados.

Outro dado preocupante é o baixo índice de denúncias, o que reforça a necessidade de conscientização e fortalecimento dos canais de acolhimento.

Rede de proteção é fundamental

A promotora de Justiça Alba da Silva Lima destacou que o enfrentamento da violência depende da atuação integrada entre مختلف setores, como educação, saúde, assistência social, segurança pública e sistema de Justiça.

A proposta da campanha é aproximar esses atores, reduzir falhas no atendimento e garantir acolhimento adequado às vítimas, evitando a revitimização.

O procurador de Justiça Carlos Grott reforçou que denunciar é um ato de proteção. Segundo ele, a Ouvidoria do MPRO atua para receber relatos e encaminhar rapidamente aos órgãos competentes.

Conscientização permanente

O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, destacou que o Maio Laranja deve ir além de ações pontuais e se consolidar como um compromisso contínuo da sociedade.

Ele ressaltou que a violência sexual causa impactos profundos e duradouros, exigindo sensibilidade, escuta qualificada e atuação integrada para prevenir e responsabilizar os agressores.

A campanha também abriu espaço para diálogo com profissionais da rede de proteção, que relataram desafios como sobrecarga, dificuldade na identificação de casos e necessidade de respostas mais ágeis.

Ao reforçar a importância da denúncia e da informação, a iniciativa contribui para fortalecer a violência sexual infantil em Rondônia como tema prioritário de políticas públicas e mobilização social.

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