O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de vários denunciados na Operação “Irmandade”. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Tóxicos de Porto Velho e reconheceu a prática de crimes como organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.
A sentença tem como base investigações que apontaram a atuação estruturada de integrantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em Rondônia, com envolvimento em atividades ilícitas de alta complexidade.
Estrutura criminosa organizada
As apurações foram conduzidas pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Segundo o processo, o grupo mantinha uma associação estável e permanente, com divisão de tarefas e atuação contínua.
Entre as atividades identificadas estão logística de transporte de drogas, aquisição e circulação de armamento, além de controle interno de membros e negociações ilícitas.
Provas como interceptações telefônicas confirmaram a inserção dos réus na estrutura da organização criminosa.
Condenações e penas
Ao todo, oito réus foram condenados por organização criminosa, sendo sete com agravante pelo uso de arma de fogo. Além disso, seis réus também foram condenados por associação para o tráfico de drogas.
As penas somadas variam de 8 anos e 3 meses a 8 anos e 11 meses de reclusão, além de aplicação de multas, todas em regime fechado e sem possibilidade de substituição ou suspensão.
Operação Irmandade
A Operação Irmandade foi deflagrada em 9 de julho de 2019 pela Polícia Federal, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa atuante no tráfico de drogas e armas.
Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão em cidades de Rondônia, como Guajará-Mirim, Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal, além de municípios de Mato Grosso do Sul, como Dourados e Campo Grande.
As ações também incluíram buscas em unidades prisionais para apreensão de celulares e entorpecentes.
Combate ao crime organizado
A decisão judicial reforça o trabalho integrado entre órgãos de investigação e o MPRO no enfrentamento à criminalidade organizada no estado.
O resultado da operação evidencia o avanço das instituições no combate a facções e na responsabilização de envolvidos em crimes de alta gravidade.
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Fonte: News Rondônia