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MPRO: 11 são condenados por ataques a ônibus em RO

O Ministério Público de Rondônia obteve a condenação de 11 réus envolvidos nos ataques a ônibus escolares ocorridos em janeiro de 2025, em distritos de Porto Velho. A decisão reconhece a atuação de uma organização criminosa armada responsável por incêndios e explosões que afetaram diretamente o transporte de estudantes.
A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Porto Velho e trata dos crimes de organização criminosa armada, incêndio e explosão majorados, todos considerados de alta gravidade devido aos impactos à coletividade.
As investigações apontaram que o grupo criminoso atuou de forma coordenada, promovendo a destruição de 10 ônibus escolares nas regiões de União Bandeirantes e Jaci-Paraná. Os ataques fizeram parte de uma série de ações violentas registradas na capital e no interior do estado.
Segundo o MPRO, a motivação dos crimes foi uma retaliação contra operações de segurança pública, além de uma tentativa de desestabilizar a ordem e intimidar autoridades. A ação criminosa comprometeu o acesso à educação, ao afetar diretamente o transporte de alunos.
As penas aplicadas variam conforme o grau de participação. Cinco réus foram condenados por crimes mais graves, com penas que chegam a 22 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado. Outros seis foram condenados por integrar a organização criminosa, com penas entre 4 anos e 6 meses e 6 anos de prisão.
A condenação é resultado da Operação Rescaldo, deflagrada em abril de 2025. A operação reuniu forças como o Gaeco, Polícia Civil, Polícia Federal, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado e a Polícia Técnico-Científica (Politec).
Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e prisão, além da realização de perícias nos veículos destruídos e análise de dispositivos eletrônicos, fundamentais para identificar os envolvidos.
Com o resultado, o MPRO reforça a atuação no combate às organizações criminosas e na proteção de serviços essenciais. A instituição destaca que ações violentas contra o patrimônio público e a população não ficarão impunes.
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Fonte: News Rondônia

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