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Movimento No Kings mobiliza milhões em protestos contra Donald Trump

Milhões de pessoas ocuparam as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos e do mundo neste sábado (28) para protestar contra o governo de Donald Trump. O movimento, batizado de No Kings (Sem Reis), planejou eventos em todos os 50 estados norte-americanos, com a expectativa de superar a marca de 9 milhões de participantes. Os manifestantes concentram suas críticas na intervenção militar dos EUA e de Israel contra o Irã, que já dura quatro semanas, e na atuação violenta da polícia de imigração (ICE) em solo americano.
As mobilizações ganharam contornos culturais com a participação de figuras como o cantor Bruce Springsteen, que reuniu uma multidão em Minneapolis, e o ator Robert De Niro, em Manhattan. De Niro classificou a atual gestão como uma “ameaça existencial às liberdades e segurança” do país. Os atos ocorrem em um momento de fragilidade política para a Casa Branca, com a taxa de aprovação de Trump atingindo 36%, o nível mais baixo desde o seu retorno à presidência, segundo dados divulgados pela Reuters.
Impacto eleitoral e resposta republicana
A magnitude dos protestos de hoje reflete o crescimento do movimento, que teve sua primeira edição em junho do ano passado. Além das grandes metrópoles como Nova York e Washington, os organizadores relatam um aumento atípico de engajamento e novos registros de eleitores em estados tradicionalmente republicanos, como Idaho e Wyoming. Esse fenômeno é visto como um termômetro para as eleições de meio de mandato (midterms) que ocorrem no final deste ano, quando será renovada a totalidade da Câmara dos Deputados e parte do Senado.
Em contrapartida, o Comitê Nacional Republicano reagiu duramente às manifestações. O porta-voz Mike Marinella classificou os comícios como “anti-América” e acusou os democratas de se curvarem às pautas da extrema esquerda. Enquanto o embate político se acirra internamente, o cenário internacional permanece tenso com a continuidade dos bombardeios no Oriente Médio, principal combustível para a mobilização deste sábado. Em Porto Velho, observadores internacionais acompanham os reflexos dessa instabilidade na política externa brasileira e nos mercados globais.
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Fonte: News Rondônia

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