A Mostra Cujuba inicia uma nova etapa com residência artística voltada à Amazônia, reunindo artistas em uma imersão criativa de 30 dias e culminando em uma exposição aberta ao público em Porto Velho.
Com uma programação que inclui sarau de abertura, visitas guiadas, bate-papos com artistas e produção de vídeo-relatório, a iniciativa integra a 2ª edição da Mostra Cujuba de Artes Integradas. A proposta amplia o diálogo entre arte contemporânea, sustentabilidade e os desafios climáticos da região amazônica.
Imersão artística e criação com resíduos
A residência acontece em formato híbrido no Espaço Cujuba, reunindo os artistas selecionados Raquel Campos, Ronaldo Farias, João Aquino, Gleidson Mendes, Khauane Farias, Professor Eliézer Wanderley e o Coletivo Mura. Durante o período, eles irão desenvolver obras a partir de resíduos, com acompanhamento curatorial, oficinas e vivências no espaço expositivo.
Como incentivo à produção, cada participante recebe uma bolsa de R$ 3 mil, dividida em duas parcelas, fortalecendo o estímulo à criação artística local e regional.
Exposição conecta arte, clima e cultura amazônica
As obras produzidas serão apresentadas em uma exposição presencial com duração de 30 dias, com abertura ao público no Espaço Cujuba, em Porto Velho. A mostra reforça o papel da arte como ferramenta de reflexão sobre o clima e as transformações ambientais na Amazônia.
A programação também contará com a participação do mestre Dom Lauro, que apresenta as obras “Burrosauro” e “Alma de Pallets”, ampliando o diálogo entre arte, sustentabilidade e identidade cultural amazônica.
Arte como espaço de reflexão e pertencimento
Para a curadora Marcela Bonfim, a residência artística é um momento fundamental de construção coletiva. Segundo ela, o processo criativo vai além da produção estética e se conecta diretamente com questões sociais e ambientais.
“A residência é um momento de encontro, de escuta e de criação coletiva. É onde os artistas conseguem experimentar, trocar ideias e aprofundar seus trabalhos. Quando a gente fala de clima e da Amazônia através da arte, também está falando de memória, de território e de como a gente se conecta com tudo isso no nosso dia a dia”, destacou.
A iniciativa reforça o papel da cultura como agente ativo no debate sobre o futuro da Amazônia, aproximando o público de temas urgentes por meio da linguagem artística.
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Fonte: News Rondônia