O Brasil perdeu, na madrugada deste sábado (21), um de seus maiores expoentes culturais: o ator, autor e diretor Juca de Oliveira. Aos 91 anos, o artista faleceu em São Paulo, onde estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês. Segundo boletim médico, a causa da morte foi uma pneumonia associada a complicações cardiológicas. Membro da Academia Paulista de Letras, Juca deixa um legado de rigor artístico e dedicação profunda à dramaturgia brasileira.
Com uma carreira que atravessou décadas, Juca de Oliveira foi protagonista em mais de 60 peças teatrais, muitas delas escritas por ele mesmo. Sua presença de palco era marcada por personagens densos que conduziam a linha mestra das narrativas. No cinema e, especialmente, na televisão, ele imortalizou figuras que fazem parte do imaginário popular, demonstrando uma versatilidade rara ao transitar com maestria entre o herói místico e o vilão implacável.
Na TV Globo, Juca protagonizou momentos antológicos. Em 1976, deu vida ao misterioso João Gibão em Saramandaia, personagem cujas asas escondidas culminaram em um voo histórico sobre a cidade de Bole-Bole. Em 2001, interpretou o Dr. Augusto Albieri em O Clone, papel que ele considerava o mais importante de sua jornada televisiva por abordar os dilemas éticos da ciência. Mais recentemente, em 2012, impactou o público como o sombrio Santiago em Avenida Brasil, revelando-se o mentor por trás das vilanias da personagem Carminha.
A morte de Juca de Oliveira gera uma onda de homenagens entre colegas de profissão e admiradores, que destacam sua contribuição inestimável para a formação da identidade cultural do país. Detalhes sobre o velório e o sepultamento, que devem ocorrer na capital paulista, ainda serão confirmados pela família. O teatro brasileiro silencia um de seus aplausos mais vigorosos, mas a obra do artista permanece como referência obrigatória para as futuras gerações de atores e diretores.
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Fonte: News Rondônia

