A Mocidade Junina se tornou o ponto de encontro de uma família que transformou a tradição junina em uma herança passada entre gerações. Em Porto Velho, a história de Mery Moraes, seu filho Uender Botelho, sua nora Juliane Gama e seus netos mostra como a cultura popular pode criar vínculos familiares e preservar memórias ao longo dos anos.
Mery Moraes deu os primeiros passos na Mocidade Junina atuando como brincante
A trajetória começou quando Mery entrou para a quadrilha como brincante, em 2005. Quase duas décadas depois, ela continua envolvida com o grupo, agora como integrante da diretoria, acompanhando de perto ensaios, apresentações e a participação da própria família.
“Eu comecei dançando e hoje estou na diretoria. O mais emocionante é ver meu filho e agora meus netos seguindo essa história dentro da quadrilha”, contou Mery.
Três gerações da mesma família na Mocidade Junina
A história da família dentro da quadrilha cresceu com a chegada de Uender Botelho. Ainda criança, ele iniciou sua participação em 2006 e, com o passar dos anos, assumiu um dos personagens mais marcantes da apresentação: Lampião.
Após iniciar sua participação na quadrilha ainda criança, em 2006, Uender Botelho passou a interpretar Lampião
Para Uender, fazer parte da Mocidade Junina representa uma trajetória construída com dedicação, cultura e pertencimento.
“É uma satisfação muito grande olhar para trás e ver tudo que vivemos dentro da quadrilha. Hoje meus filhos também fazem parte dessa história”, afirmou.
A participação na quadrilha também mudou sua vida fora da arena. Foi durante os ensaios que ele conheceu Juliane Gama, que entrou no grupo por incentivo de uma prima.
Para Samily Vitória, compartilhar a arena com os pais e a avó é uma experiência natural, mas carregada de significado e emoção
Na época, Juliane começou como cangaceira e depois passou a interpretar Maria Bonita. A convivência nos ensaios aproximou os dois, que formaram uma família e continuaram ligados à cultura junina.
Uma tradição que virou história de amor
O que começou como uma paixão pela dança se transformou em uma história familiar construída dentro da Mocidade Junina.
Hoje, os três filhos do casal participam da quadrilha, mantendo uma tradição que começou com os pais e foi fortalecida pela convivência entre gerações.
Entre eles está Samily Vitória, de 11 anos, dama de honra da Mocidade Junina. Para ela, dividir a arena com os pais e a avó representa uma experiência especial.
“É muito legal. Eu me divirto muito dançando. Acho muito legal dançar com meu pai, minha mãe e minha avó”, disse.
A presença da família nas apresentações mostra como as quadrilhas juninas ultrapassam a música e a dança, tornando-se espaços de convivência, identidade cultural e criação de lembranças.
Cultura popular fortalece vínculos em Porto Velho
Fundada na Zona Sul de Porto Velho, a Mocidade Junina construiu sua trajetória valorizando manifestações culturais e fortalecendo a participação comunitária.
Atualmente, os ensaios acontecem na Escola Capitão Cláudio, reunindo centenas de brincantes que se preparam para mais uma temporada junina.
A quadrilha participou das apresentações do circuito junino de Porto Velho e segue para o Arraiá do Béra 2026, evento promovido pela Prefeitura de Porto Velho.
Arraiá do Béra 2026 reúne quadrilhas e atrações culturais
O Arraiá do Béra será realizado entre os dias 25 e 28 de junho, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A programação contará com apresentações de quadrilhas juninas, manifestações culturais e atrações musicais, além de uma competição com premiação total de R$ 45 mil.
A quadrilha campeã receberá R$ 20 mil, o segundo lugar ficará com R$ 15 mil e o terceiro colocado receberá R$ 10 mil.
Para o prefeito Léo Moraes, histórias como a da família de Mery representam o verdadeiro sentido da cultura popular.
Segundo ele, as quadrilhas têm capacidade de aproximar gerações e criar memórias coletivas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem participa da história da família na Mocidade Junina?
A família reúne três gerações: Mery Moraes, seu filho Uender Botelho, sua nora Juliane Gama e os netos que participam da quadrilha.
Quando começou essa tradição?
A trajetória começou em 2005, quando Mery entrou para a Mocidade Junina como brincante.
Onde acontecem os ensaios da Mocidade Junina?
Os ensaios são realizados na Escola Capitão Cláudio, em Porto Velho.
Qual evento recebe as quadrilhas em 2026?
O Arraiá do Béra 2026 acontece de 25 a 28 de junho, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Qual a importância das quadrilhas juninas?
Além da apresentação artística, as quadrilhas preservam tradições culturais e fortalecem relações comunitárias.
Com informações de Jhon Silva
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Fonte: News Rondônia