O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu nesta quarta-feira, dia 4 de novembro de 2026, o prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o relatório parcial da Polícia Federal que indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados. O parecer da PGR também abordará o pedido de prorrogação dos inquéritos por mais 60 dias.
Relator das investigações decorrentes da Operação Compliance Zero, o ministro analisa as apurações que apontam a atuação direta de Vorcaro em transações com carteiras de créditos irregulares enviadas pelo Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo o balanço apresentado pelos investigadores federais, o prejuízo financeiro causado às arcas do BRB é estimado em R$ 2,7 bilhões, envolvendo inclusive cessões de créditos inexistentes intermediadas pela empresa de fachada Tirreno.
Preso desde o mês de março no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, Vorcaro nega a prática dos crimes. Em nota oficial, a defesa do ex-banqueiro contestou as conclusões do relatório policial, alegando que os negócios com as carteiras da Tirreno foram substituídos por ativos válidos, gerando resultados positivos ao BRB, e afirmou que nenhuma perícia oficial constatou rombo patrimonial.
Perguntas Frequentes (FAQ) Qual prazo foi concedido pelo STF para a manifestação da PGR no caso Master/BRB?
O ministro André Mendonça fixou o prazo de 15 dias para a PGR se posicionar sobre o indiciamento e a prorrogação das investigações.
Qual é o valor do prejuízo apurado pela Polícia Federal nas operações financeiras?
A investigação calcula que as transações irregulares de carteiras de crédito causaram um prejuízo de R$ 2,7 bilhões ao BRB.
Onde se encontra custodiado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro?
Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal, desde março de 2026.
O que alegam os advogados de defesa do ex-banqueiro sobre o indiciamento?
A defesa sustenta que não há comprovação pericial de prejuízo ao BRB e afirma que os ativos sob suspeita foram substituídos por operações regulares.
Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias
