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Ministro afirma que fim da escala 6×1 impulsionará o empreendedorismo

A redução da jornada de trabalho de seis dias para um de descanso terá um impacto positivo na economia brasileira, estimulando o surgimento de novos negócios e melhorando a qualidade de vida. A avaliação é do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, que participou nesta terça-feira (28) do programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC. Para o chefe da pasta, a mudança na escala cria tempo livre para o consumo e oferece autonomia para que o trabalhador possa investir em iniciativas próprias.
Pereira argumentou que a busca por autonomia é o principal motor do espírito empreendedor. Segundo ele, com dois dias de folga semanal, muitos brasileiros usarão o tempo adicional para gerar renda extra, seja por meio de aplicativos, prestação de novos serviços ou preparação para mudanças de carreira. O ministro rebateu críticas de que a medida prejudicaria a produtividade, classificando o temor como uma repetição de discursos históricos que foram contrários ao salário mínimo e às férias.
Impacto na base da pirâmide e medidas de apoio
O ministro destacou que a redução da jornada beneficia diretamente os trabalhadores de menor renda, que geralmente enfrentam longos deslocamentos e dedicam a maior parte da vida ao emprego. Para Pereira, garantir mais tempo a esse público fortalece o mercado interno. O governo estima que apenas entre 10% e 15% dos empreendedores cerca de 4 a 5 milhões de pessoas em um universo de 45 milhões possam sentir algum efeito negativo imediato com a aprovação da nova escala.
Para esses casos específicos, o Ministério do Empreendedorismo planeja criar mecanismos de suavização. Estão em pauta benefícios fiscais, ampliação de linhas de crédito e apoio técnico para que as pequenas empresas se adaptem ao novo modelo sem perda de competitividade. “O governo não vai deixar ninguém para trás. Vamos criar uma regra que seja boa para todos”, afirmou Pereira, enfatizando que o foco será cuidar daqueles que apresentarem dificuldades reais de adaptação.
Histórico de direitos trabalhistas
Durante a entrevista, o ministro lembrou que avanços sociais no Brasil sempre enfrentaram resistência sob o argumento do aumento de custos. Ele citou que discursos semelhantes foram utilizados no fim da escravidão e na implementação do décimo terceiro salário. Pereira reforçou que a economia brasileira demonstrou força em todas essas transições e que a modernização das relações de trabalho é um passo necessário para o desenvolvimento do país.
O debate sobre a escala 6×1 segue em discussão no Congresso e conta com a atenção do Executivo para o desenho de políticas complementares. A meta do governo é que o aumento do bem-estar social se traduza em um dinamismo econômico capaz de absorver as mudanças estruturais. Com a criação de mecanismos de suporte para os microempreendedores, a expectativa é que o mercado de trabalho brasileiro se torne mais humano e, simultaneamente, mais inovador e produtivo.
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Fonte: News Rondônia

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