A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta quarta-feira (20) o desligamento de cerca de 8 mil colaboradores ao redor do mundo. A medida faz parte de um plano de reestruturação profunda, com o objetivo de otimizar a gestão da empresa e redirecionar capital para a corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial. O corte impacta aproximadamente 10% do quadro total de pessoal da companhia, que contava com cerca de 78.865 profissionais em dezembro de 2025.
As notificações de demissão começaram a ser transmitidas nas primeiras horas da manhã, iniciando pelas unidades na Ásia e seguindo para os Estados Unidos. Até o momento, não há informações oficiais sobre o impacto dessas dispensas na operação brasileira da Meta. A decisão ocorre logo após a empresa anunciar, na última segunda-feira (18), a realocação compulsória de outros 7 mil funcionários para projetos focados exclusivamente em IA.
Foco em eficiência e infraestrutura
Em memorando interno distribuído aos colaboradores, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, justificou os cortes como uma estratégia para gerir a empresa com maior eficiência e compensar os altos investimentos realizados no setor tecnológico. A Meta projeta um desembolso entre 115 bilhões e 135 bilhões de dólares em 2026, montante voltado para a infraestrutura de centros de dados e aquisição de chips de alta performance.
Corrida tecnológica
O movimento de austeridade reflete o esforço da big tech em consolidar sua posição no mercado de inteligência artificial. Recentemente, a Meta firmou um acordo bilionário para a compra de milhões de chips da AMD, investimento estimado em pelo menos 60 bilhões de dólares, visando sustentar o processamento de suas novas soluções.
O clima interno na organização já apresentava sinais de instabilidade nas últimas semanas, diante do aviso prévio sobre a necessidade de ajustes no quadro funcional. A empresa segue sob pressão para equilibrar os balanços financeiros enquanto tenta superar a concorrência global na oferta de produtos baseados em IA.
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Fonte: News Rondônia