Especialistas alertam para efeitos da hiperconectividade na saúde mental e orientam estratégias para reduzir a sobrecarga cognitiva no dia a dia
Dificuldade de concentração, falhas de memória, irritabilidade e sensação constante de mente “cheia” têm se tornado queixas cada vez mais comuns em um cenário marcado pela hiperconectividade. O consumo contínuo de informações, impulsionado por redes sociais, notificações e múltiplas telas, já é apontado por especialistas como um fator de impacto direto na saúde mental.
De acordo com a coordenadora e docente do curso de pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica Porto Velho, Sandra Carvalhais, o excesso de estímulos exige do cérebro um esforço constante de adaptação. “Ao longo da evolução, os estímulos estavam mais ligados à sobrevivência. Hoje, vivemos em um ambiente de acesso permanente a conteúdos, o que gera uma sobrecarga cognitiva importante”, afirma.
Esse processo está diretamente relacionado ao chamado cansaço mental, também conhecido como fadiga cognitiva. Na prática, o cérebro passa a gastar mais energia para filtrar o que é relevante, o que compromete funções como atenção, memória e tomada de decisão.
Segundo o psicólogo e docente da Afya em Ji-Paraná, Rodrigo Silveira Costa (CRP 24/01029), o organismo reage a esse excesso de forma semelhante a uma situação de ameaça. “Quando somos expostos a um volume de informações maior do que conseguimos processar, o cérebro interpreta isso como um risco e ativa mecanismos de defesa. Há liberação de cortisol e adrenalina, levando a um estado de hiperalerta”, explica.
Esse estado, quando prolongado, pode trazer consequências mais amplas para o organismo. “A longo prazo, esse desgaste contínuo compromete o sistema imunológico, altera o metabolismo e desregula o sono, impactando diretamente o humor e a qualidade de vida”, acrescenta.
Da fadiga mental à dificuldade de foco
A sobrecarga de estímulos também afeta diretamente o funcionamento do cérebro responsável pelas chamadas funções executivas. O excesso de informações fragmentadas dificulta a manutenção do foco e aumenta o desgaste cognitivo ao longo do dia. “O cérebro precisa fazer um filtro constante do que é relevante. Esse esforço gera fadiga de decisão e esgotamento mental. Ao final do dia, falta energia até para tarefas simples”, destaca Rodrigo.
Entre os principais sinais de alerta estão a sensação de “névoa mental”, esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração, irritabilidade e cansaço persistente, mesmo sem esforço físico intenso.
Estratégias para proteger o cérebro
Diante desse cenário, especialistas recomendam mudanças simples na rotina para reduzir a sobrecarga. Estabelecer limites no consumo de conteúdo e evitar o acesso constante a notificações estão entre as principais medidas. “Criar momentos sem acesso a redes sociais e notícias é fundamental. O cérebro precisa de pausas para recuperar o equilíbrio”, orienta Sandra Carvalhais.
Outras estratégias incluem priorizar tarefas únicas, evitar a multitarefa e investir em pausas ao longo do dia. Atividades como exercícios físicos, técnicas de respiração e momentos de descanso sem telas também contribuem para a recuperação mental. “O cérebro precisa de períodos de ‘ócio’ para consolidar informações e reduzir a excitação. Pausa não é trocar de tela, é realmente desacelerar”, reforça Rodrigo.
A qualidade do sono também é um ponto central. A recomendação é reduzir o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir, permitindo que o organismo entre em um estado adequado de descanso.
Quando procurar ajuda
Embora a sobrecarga digital seja comum, o problema exige atenção quando começa a interferir na rotina, nas relações e no desempenho profissional. “Sintomas persistentes de ansiedade, insônia, irritabilidade e dificuldade de concentração indicam a necessidade de avaliação especializada”, afirma Sandra.
Nesses casos, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico pode ser fundamental para reestruturar hábitos, desenvolver estratégias de enfrentamento e restabelecer o equilíbrio emocional. “O sinal de alerta é o prejuízo funcional. Quando a vida começa a ser impactada, é hora de buscar ajuda”, conclui Rodrigo.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Assessoria de Imprensa – Afya
Fonte: Tribuna Popular