A região Matas de Rondônia consolidou-se como referência nacional na produção de café especial e sustentável, sendo responsável por cerca de 75% da produção estadual e colocando Rondônia na liderança da Região Norte e do bioma amazônico, além da 5ª posição no ranking nacional.
O destaque da região está na produção dos chamados Robustas Amazônicos, um café da espécie canéfora, adaptado ao clima quente e às condições da Amazônia, com características sensoriais marcantes, como sabor encorpado, notas achocolatadas, frutadas e toque de caramelo.
Reconhecimento e qualidade
Em 2021, a região conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O reconhecimento atesta a qualidade, identidade e sustentabilidade do café produzido.
O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral
A região abrange 15 municípios, incluindo Cacoal, Rolim de Moura, Alta Floresta d’Oeste e São Miguel do Guaporé, além de áreas indígenas, reforçando a diversidade produtiva e cultural.
Alta produtividade no campo
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram que Rondônia atingiu, em 2026, a maior produtividade de café do Brasil, com média de 63,6 sacas por hectare, superando estados tradicionais como Espírito Santo e Bahia.
A cafeicultura na região Matas de Rondônia destaca-se como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima
Esse desempenho é resultado da combinação entre tecnologia, manejo eficiente e condições naturais favoráveis, como solo fértil, relevo plano e clima adequado.
Sustentabilidade como diferencial
Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária comprova que a cafeicultura nas Matas de Rondônia é sustentável. As lavouras sequestram mais carbono do que emitem, funcionando como verdadeiros “pulmões” da floresta.
Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026
Além disso, apenas 0,8% da área da região é ocupada por cafezais, enquanto mais de 50% permanece com floresta nativa preservada, evidenciando um modelo produtivo que alia produção e conservação ambiental.
Premiações e destaque internacional
Os cafés da região acumulam premiações importantes, como o Coffee of the Year e o Concurso Tribos, além de conquistas no Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia.
O café das Matas de Rondônia carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica
Um dos marcos foi a pontuação máxima obtida pelo café produzido pelo cacique Rafael Mopimop Suruí, considerado um feito histórico para a espécie canéfora.
Turismo e desenvolvimento regional
A cadeia produtiva do café também impulsiona o turismo rural, com a criação da Rota Turística do Café, instituída por lei estadual e presente em diversos municípios da região.
Propriedades dos Bento destaca-se na Rota Turística do Café na Matas de Rondônia
Propriedades rurais passaram a receber visitantes interessados em conhecer todo o processo produtivo, desde a lavoura até a torrefação, fortalecendo a economia local e promovendo a cultura cafeeira.
Expansão no mercado global
O café das Matas de Rondônia ganhou espaço no mercado internacional, com crescimento expressivo nas exportações. Entre 2023 e 2024, o volume exportado aumentou mais de 400%, impulsionado por ações do governo estadual e parcerias com instituições como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Hoje, o produto deixou de ser uma commodity para se tornar um café de alto valor agregado, reconhecido pela qualidade e sustentabilidade.
Modelo para o futuro
A cafeicultura nas Matas de Rondônia se consolida como um modelo que une tecnologia, agricultura familiar e preservação ambiental. Com mais de 17 mil famílias envolvidas, o setor demonstra que é possível produzir com excelência respeitando a floresta amazônica.
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Fonte: News Rondônia