A Prefeitura de Porto Velho instituiu novas diretrizes para impulsionar a inserção no mercado de trabalho de mulheres com jornadas intensas de cuidado. A nova Política Municipal de Inclusão Produtiva colocará as mães atípicas — mulheres que são as principais cuidadoras de filhos com deficiência — como público prioritário nas ações de geração de renda.
O anúncio oficial das medidas integradas ocorreu nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, na capital rondoniense. De acordo com os dados do Cadastro Único, o município possui cerca de 15 mil pessoas com deficiência registradas, cuja rotina de assistência e tratamento de saúde é majoritariamente liderada pelas mães.
Para Léo Moraes, reconhecer os desafios enfrentados pelas mães atípicas é uma forma de construir políticas públicas mais justas
A proposta estabelece a reserva de até 8% das vagas em contratos administrativos municipais com dedicação exclusiva de mão de obra para essas cuidadoras e para mulheres vítimas de violência doméstica. As ações funcionarão em conjunto com o Programa Municipal Recomeçar, o Banco Municipal de Oportunidades para Mulheres e o ACESSUAS Trabalho.
A futura sede da Casa da Mulher Brasileira de Porto Velho atuará como a porta de entrada para esse ecossistema. O espaço fará o cadastramento de currículos, a identificação de perfis profissionais, o direcionamento para capacitações técnicas e o encaminhamento para vagas de emprego compatíveis com as rotinas familiares.
A secretária adjunta da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), Tércia Marília, explicou que a iniciativa combate a dependência econômica exclusiva de benefícios sociais. Segundo a gestora, a flexibilidade de horários na plataforma digital Bora PVH ajudará a conciliar as terapias dos filhos com o desenvolvimento profissional das mães.
O prefeito Léo Moraes reiterou que o projeto valida o cuidado como uma atividade de alta relevância social. Para o chefe do Executivo, o fortalecimento da autonomia financeira é o caminho mais justo para mitigar os impactos do abandono paterno e reestruturar com dignidade o orçamento das famílias vulneráveis de Porto Velho.
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Fonte: News Rondônia