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Lula viaja a Bogotá para Cúpula da Celac em meio a tensões na região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja na noite de sexta-feira (20) para Bogotá, na Colômbia, para participar da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece no sábado (21). Representantes de países africanos também devem participar como convidados. Temas como segurança alimentar e energética, além de tensões regionais, devem ser tratados no evento. Além de Lula, outros três presidentes estão confirmados: o colombiano Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, explicou nesta quarta-feira (18) que a presença brasileira confirma o compromisso com a integração regional em um cenário de proliferação de unilateralismos. O governo brasileiro manifestou “grave preocupação” com relatos de mortes na fronteira entre Colômbia e Equador, e um dos objetivos da delegação é consolidar, na declaração final, que a região forma uma zona de paz. Sobre Cuba, o Brasil anunciou a doação de mais de 20 mil toneladas de alimentos e remédios via Programa Mundial de Alimentos.
A relevância econômica do bloco é estratégica: a Celac reúne 33 países com 650 milhões de pessoas. O Brasil possui um fluxo comercial com a região de R$ 100 bilhões, valor que supera as trocas com a União Europeia e os Estados Unidos, igualando-se apenas à China. A América Latina e o Caribe são destinos de 40% das exportações brasileiras de manufaturados. Além disso, a região é considerada uma potência agroalimentar, produzindo comida para três vezes a sua população total.
No encerramento do encontro, a presidência da Celac passará da Colômbia para o Uruguai, que apresentará as prioridades da sua gestão. Entre as iniciativas concretas em avaliação estão o plano de segurança alimentar e nutricional da cúpula e o mecanismo com um fundo de resposta a riscos de desastres naturais. O evento será concluído com a assinatura de uma declaração conjunta pelos Estados-membros.
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Fonte: News Rondônia

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