O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nos próximos dias para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7 entre os dias 15 e 17 de junho. O Brasil foi convidado para o fórum, que reúne as sete maiores economias do mundo, além da União Europeia. A agenda do chefe do Executivo inclui discussões sobre parcerias internacionais, a reforma de instituições globais e os desafios éticos impostos pela inteligência artificial.
Desenvolvimento e governança global
No dia 16, Lula discursará sobre parcerias para o desenvolvimento, com foco na necessidade de ampliar a Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). O governo brasileiro manifesta preocupação com a queda nos repasses financeiros destinados a nações vulneráveis nos últimos anos. Já no dia 17, o presidente focará na reforma da governança global, defendendo o fortalecimento de órgãos como a ONU e a Organização Mundial do Comércio para evitar o desmonte do multilateralismo e das instituições democráticas.
Inteligência artificial e regulação
A agenda também reserva espaço para um almoço de líderes dedicado à inteligência artificial. O Itamaraty pretende expor a visão do Brasil sobre as oportunidades e os riscos da tecnologia. O tema é de grande relevância nacional, com a Câmara dos Deputados preparando a votação de um projeto de lei que estabelece diretrizes éticas, segurança e transparência no uso da IA, proibindo sistemas que apresentem riscos aos direitos humanos ou à saúde pública.
Interesses estratégicos do Brasil
Embora o Brasil não participe das negociações dos textos finais do G7, o país atua como uma voz influente em temas como o combate ao narcotráfico, a proteção digital de menores e o mercado de minerais críticos. Sobre este último, o governo brasileiro defende que a exploração desses recursos resulte em agregação de valor local. A viagem ocorre em um momento de tensão comercial com os Estados Unidos, após o governo norte-americano sinalizar possíveis retaliações contra o sistema de pagamentos Pix, alegando prejuízo a empresas de cartões de crédito.
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Fonte: News Rondônia