O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir desta segunda-feira (15), da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Convidado para o encontro que reúne as maiores economias industrializadas do planeta, o mandatário brasileiro chega ao evento enfrentando um cenário de desafios nas relações diplomáticas e comerciais, com destaque para a recente indicação de taxas sobre importações brasileiras pelos Estados Unidos e o bloqueio de produtos nacionais pela União Europeia.
Tensões com os Estados Unidos
A ida de Lula à cúpula ocorre sob expectativa de possíveis interações com o presidente americano, Donald Trump. As relações entre os dois países sofrem novo tensionamento após o governo dos EUA propor a taxação de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de supostas práticas comerciais desleais envolvendo o sistema Pix. Além do impasse tarifário, este é o primeiro contato formal entre os líderes desde que os EUA designaram facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, medida que o governo brasileiro temia que pudesse levar a sanções mais amplas. Até o momento, uma reunião bilateral não foi confirmada.
Conflitos com a União Europeia
Outro ponto crítico da pauta internacional é a proibição, por parte da União Europeia, da importação de carnes, peixes, mel e outros produtos de origem animal produzidos no Brasil, com entrada em vigor prevista para setembro. A decisão causou surpresa e preocupação na diplomacia brasileira. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough, do Itamaraty, afirmou que o governo brasileiro buscará expressar sua preocupação com esses desdobramentos, visando encontrar caminhos para resolver as pendências comerciais que impactam o setor exportador.
Agenda e compromissos internacionais
Apesar das incertezas sobre encontros com líderes americanos e europeus, Lula já tem confirmada uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O encontro marca o primeiro contato entre ambos e deve pautar a possibilidade de acordos comerciais entre o país asiático e o Mercosul. Durante o evento, que se estende até o dia 17, o presidente brasileiro participará de três sessões deliberativas:
Desenvolvimento: Lula discursará sobre parcerias internacionais, defendendo a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD) para nações vulneráveis.
Governança Global: O presidente abordará o crescimento econômico equilibrado, reforçando a necessidade de reformas em instituições como a ONU e a OMC.
Inteligência Artificial: A comitiva brasileira participará de um almoço temático voltado aos desafios e impactos da IA no cenário global.
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Fonte: News Rondônia