O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (25), a ampliação de parcerias internacionais como estratégia para atrair novas tecnologias e gerar empregos qualificados no Brasil. Durante visita à unidade da China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), em Araraquara (SP), Lula ressaltou que acordos com países dispostos a compartilhar conhecimento técnico são fundamentais para a reindustrialização nacional. A fábrica chinesa, considerada a maior do setor ferroviário no mundo, prevê o início da produção de trens em território brasileiro para o segundo semestre de 2026.
Na ocasião, o BNDES formalizou o investimento de R$ 5,6 bilhões destinados à mobilidade urbana no estado de São Paulo. Desse montante, R$ 3,2 bilhões serão aplicados na implantação do Trem Intercidades (TIC Eixo Norte), que ligará a capital a Campinas com composições de média velocidade. Outros R$ 2,4 bilhões serão direcionados à expansão da Linha 2-Verde do Metrô paulista. O presidente enfatizou que o apoio federal aos projetos independe de divergências políticas com o governo estadual, priorizando o atendimento às necessidades da população.
Fluxo livre e reindustrialização
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, utilizou uma metáfora da medicina chinesa para explicar a importância dos investimentos em transporte, afirmando que garantir o “fluxo livre” nas cidades elimina as “dores” da mobilidade. Alckmin destacou que o trajeto entre São Paulo e Campinas utilizará áreas pertencentes à União, o que elimina custos com desapropriações e acelera a execução das obras. O governo espera que a instalação da CRRC funcione como um polo de atração para fornecedores locais, fortalecendo a cadeia produtiva ferroviária.
O presidente da CRRC Brasil, Li Bangyong, reiterou o compromisso da empresa em nacionalizar a produção e transformar o conhecimento chinês em tecnologia brasileira. Para o governo federal, a presença da gigante ferroviária é estratégica para modernizar a logística do país e reduzir a dependência de importações no setor de transportes. A estratégia de usar o poder de compra do Estado para atrair fábricas estrangeiras visa, segundo o BNDES, garantir a abertura de novos postos de trabalho e a formação de mão de obra especializada em alta tecnologia.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia