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Lula cobra combate às milícias no Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste sábado que o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, concentre esforços no combate às milícias e ao crime organizado no estado. A declaração foi feita durante evento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital fluminense.
Durante o discurso, Lula afirmou que a população espera ações concretas na área de segurança pública e cobrou medidas contra grupos criminosos que, segundo ele, dominaram o estado nos últimos anos.
“Ninguém está esperando que você faça um viaduto ou uma ponte. O que as pessoas esperam é que você trabalhe para prender ladrões e milicianos”, declarou o presidente ao se dirigir diretamente a Couto.
Lula também criticou a influência de facções criminosas e milícias no Rio de Janeiro e afirmou que o cenário atual prejudica a imagem internacional do estado.
Segundo o presidente, não é aceitável que o Rio, considerado uma das cidades mais conhecidas do mundo, enfrente avanço do crime organizado em diversas regiões.
O discurso ocorreu durante a inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), além do lançamento do centro de terapias CAR-T e da entrega de veículos do programa Agora Tem Especialistas-Caminhos da Saúde e do SAMU.
Durante o evento, Lula garantiu apoio do governo federal à gestão interina de Ricardo Couto e voltou a defender a aprovação da chamada PEC da Segurança Pública, proposta já aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em análise no Senado.
Segundo o presidente, a criação do futuro Ministério da Segurança Pública depende da aprovação da PEC, identificada oficialmente como PEC 18/25.
Lula argumentou que a Constituição de 1988 limita a atuação direta da União nas políticas estaduais de segurança pública. Para ele, governadores muitas vezes acabam enfrentando dificuldades estruturais e políticas no controle das forças policiais e do combate ao crime organizado.
O presidente também afirmou que Couto deve aproveitar o período no comando do governo estadual para promover mudanças efetivas no estado. Em tom direto, Lula disse que o Rio de Janeiro “não merece ser governado por milicianos”.
Ricardo Couto ocupa o cargo de governador interino após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril, Zanin determinou a permanência de Couto na chefia do Executivo estadual até definição sobre a realização de eleições para mandato-tampão no estado.
A crise política e os debates sobre segurança pública voltaram ao centro das discussões no Rio em meio ao avanço de operações contra milícias, disputas territoriais entre facções e pressões por maior participação federal nas ações de segurança.
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Fonte: News Rondônia

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