O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em 16 de setembro que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Alexandre de Moraes, Kássio Nunes Marques e André Mendonça ao STF. O mandatário ressaltou publicamente que não estava exercendo a função de chefe do Executivo na época em que as respectivas nomeações foram formalizadas pelas gestões governamentais anteriores.
Durante entrevista concedida ao podcast Desce a Letra Show, o presidente defendeu que qualquer cidadão envolvido em irregularidades deve ser rigorosamente investigado e julgado pela justiça. Esta foi a primeira vez que o chefe de Estado mencionou nominalmente os magistrados da Suprema Corte após o julgamento realizado em 15 de setembro.
O julgamento no STF, que avaliaria a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes, acabou sendo suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino antes da análise do mérito. A estratégia inicial da administração federal consistia em adotar silêncio para distanciar a campanha de reeleição do atual presidente da instabilidade institucional enfrentada no tribunal.
O governante também aproveitou a oportunidade para elogiar a conduta de Alexandre de Moraes na presidência do TSE durante o pleito de 2022, destacando a defesa firme da democracia. Segundo o chefe do Executivo, o magistrado prestou um serviço fundamental ao país diante das tentativas de descredibilizar as urnas eletrônicas utilizadas no território nacional.
Perguntas frequentes
Em que data o presidente concedeu as declarações públicas?
Em 16 de setembro.
Quais ministros do STF foram citados nominalmente pelo mandatário?
Alexandre de Moraes, Kássio Nunes Marques e André Mendonça.
Quem foi o responsável por suspender o julgamento na Corte em 15 de setembro?
O ministro Flávio Dino.
Qual cargo Alexandre de Moraes ocupava durante as eleições de 2022?
Presidente do TSE.
Com informações de Kellen Barreto, Ana Flávia Castro, Mariana Laboissière, g1
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Fonte: News Rondônia