Investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontam que Amanda K., liderança da facção Comando Vermelho, ordenou a execução da adolescente Gabriela S., de 16 anos, mesmo estando custodiada no sistema prisional. Amanda cumpre pena por homicídio qualificado na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, de onde, segundo a polícia, continuava comandando o tráfico de drogas e as ações disciplinares do grupo criminoso na região de Cáceres.
O crime que chocou o estado vizinho a Rondônia, teria sido motivado por uma reclamação pública da vítima. Durante uma transmissão ao vivo em uma rede social, a adolescente criticou abertamente a qualidade dos entorpecentes comercializados em pontos de venda controlados pela facção. A manifestação foi interpretada como uma afronta à organização, resultando na sentença de morte executada em uma área de mata no bairro Nova Era, em Cáceres, cidade localizada a 550 km da divisa rondoniense.
A apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) comprovou que a ordem partiu diretamente da cela ocupada por Amanda. O inquérito revelou que a facção possui uma estrutura rígida, com divisão de tarefas entre pelo menos 28 integrantes. Amanda tornou-se um dos alvos centrais da Operação Coroa Quebrada, deflagrada na última semana para desarticular o núcleo de comando do grupo, com mandados cumpridos em diversas cidades, incluindo Cuiabá e Rondonópolis.
O corpo de Gabriela foi localizado dias após o desaparecimento, confirmando a brutalidade da execução. A operação policial busca agora asfixiar a comunicação entre as lideranças presas e os executores nas ruas, combatendo a rede que sustenta o tráfico de drogas e os homicídios sob encomenda na região fronteiriça. O caso reforça o alerta sobre o uso de aparelhos eletrônicos em unidades prisionais e a influência de facções sobre jovens e adolescentes.
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Fonte: News Rondônia