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Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli por segunda condenação

A Corte de Apelação de Roma, na Itália, proferiu nesta quinta-feira (16) uma nova decisão favorável à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. O tribunal italiano já havia se manifestado positivamente em relação ao caso da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Agora, os magistrados acolheram o pedido brasileiro referente a uma segunda condenação, na qual Zambelli foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo.
A condenação por porte de arma está ligada ao episódio ocorrido em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, a então parlamentar sacou uma pistola e perseguiu um homem em uma rua de São Paulo após ser criticada. Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em junho de 2025 pela fronteira com a Argentina e seguiu para a Europa antes que sua prisão fosse decretada. Ela foi detida em Roma no mês de julho do ano passado e permanece encarcerada no presídio de Rebibbia.
A defesa da ex-deputada sustenta a tese de perseguição política e já apresentou recursos contra as decisões judiciais. Mesmo com o aval do tribunal, a palavra final sobre o envio de Zambelli ao Brasil caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Pelas leis italianas, o governo tem a prerrogativa política de decidir sobre a entrega de cidadãos a outros países, mesmo após a autorização do Poder Judiciário. Enquanto isso, a ex-parlamentar segue com pedidos de liberdade negados pelas autoridades locais.
A extradição é um instrumento de cooperação jurídica internacional que permite que um Estado entregue uma pessoa que se encontra em seu território às autoridades de outro Estado para responder a processo criminal ou cumprir pena. No caso de Zambelli, a acumulação de duas decisões favoráveis fortalece o pedido do governo brasileiro, que busca o cumprimento das sentenças impostas pela Suprema Corte brasileira em ambos os processos.
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Fonte: News Rondônia

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