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Julgamento do caso Henry Borel é o mais longo do Rio

O julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, atingiu nesta segunda-feira (1º) o oitavo dia consecutivo. Com essa duração, o processo tornou-se a sessão mais longa do Tribunal do Júri no estado do Rio de Janeiro, superando o julgamento da ex-deputada Flordelis, condenada em 2022 pelo assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo.
Depoimento da defesa de Jairinho
Nesta segunda-feira, prestou depoimento o perito Leonardo Huber Tauil, indicado pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. Tauil, responsável pelo laudo cadavérico de Henry Borel, reafirmou que a morte da criança foi causada por uma “hemorragia interna resultada de lesão hepática por ação contundente”.
O perito, que visitou o apartamento onde ocorreram as agressões, afirmou não ter encontrado móveis que pudessem ter causado a lesão fatal, contrariando a versão inicial do casal de que o menino teria caído da cama. Durante o depoimento, ao serem exibidas imagens do corpo da criança, a ré Monique Medeiros deixou o plenário, repetindo o comportamento que teve na última sexta-feira (29).
Próximas etapas do júri
A expectativa é que a fase de oitiva de testemunhas termine ainda hoje, sendo a terça-feira (2) reservada para os depoimentos dos réus.
Uma decisão liminar determinou que o ex-vereador Jairinho seja ouvido após Monique.
As defesas devem expor suas teses na quarta-feira (3).
A sentença é esperada para a passagem de quarta para quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi.
O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, permanece isolado e sob vigilância durante todo o julgamento, sendo proibido de manter contato com o exterior ou acessar notícias. O caso é conduzido pela magistrada Elizabeth Machado Louro.
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Fonte: News Rondônia

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