O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entra nesta terça-feira (2) em seu nono dia no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Com essa duração, o processo supera o júri da ex-deputada Flordelis, ocorrido em 2022, tornando-se o mais longo da história fluminense. Até o momento, 22 testemunhas foram ouvidas, incluindo o médico Jeferson Evangelista Correa, que depôs pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
Interrogatório dos réus
Nesta etapa, os dois acusados são interrogados. Por decisão judicial, Monique Medeiros depõe antes de Jairinho, permitindo que a defesa do ex-padrasto tenha conhecimento prévio das acusações. Os réus não acompanham o depoimento um do outro. Ambos respondem a questionamentos da magistrada, do Ministério Público, da assistência de acusação e de seus próprios advogados. A assistência de acusação representa o pai da criança, Leniel Borel.
Dinâmica do tribunal
O menino Henry Borel morreu em decorrência de laceração hepática por ação contundente, segundo a acusação. Enquanto Jairinho é apontado como autor das agressões, Monique Medeiros é acusada de omissão.
Para esta quarta-feira (3), está prevista a fase de debates, com o Ministério Público e a assistência de acusação abrindo a sessão, seguidos pela defesa. Devido à presença de dois réus, o tempo total para as partes foi acrescido, com dobro de duração para réplicas e tréplicas.
O veredito
O Conselho de Sentença, composto por cinco homens e duas mulheres, decidirá o destino dos acusados por meio de voto sigiloso e maioria simples. Os jurados permanecem incomunicáveis desde o início do júri, sendo obrigados a evitar contato com o noticiário e redes sociais durante todo o período, inclusive nos pernoites em alojamento no tribunal. A expectativa é que o resultado final do julgamento seja anunciado entre quarta (3) e quinta-feira (4).
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Fonte: News Rondônia